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Pessoas com deformação facial podem ser mal avaliadas em entrevistas de emprego

deformação-facialA aparência física pode influenciar negativamente durante a entrevista de emprego.

Principalmente para os indivíduos que apresentam alguma deformação facial.

De acordo com um estudo realizado por cientistas da Universidade de Rice e da Universidade de Houston; publicado na Journal of Applied Psychology, em 2011.

Os autores descobriram que candidatos que possuem algum tipo de desfiguração no rosto recebem uma avaliação menos cuidadosa dos entrevistadores.

Deformações tais como: marcas de nascença, cicatrizes ou alguns tipos de desfigurações.

Dessa forma,se recordam de uma quantidade menor de informações sobre o mesmo e acabam atribuindo uma pontuação menor às suas competências.

Isto acontece porque estes sinais desviam a atenção do entrevistador da fala do candidato, explica Mikki Hebl, um dos autores da publicação.

O que a pesquisa apontou sobre a deformação facial e a entrevista de emprego?

A artigo incorporou dados de dois estudos. O primeiro envolveu 171 estudantes de graduação.

As pesquisa incluíam assistir a uma entrevista de emprego mediada por computador; enquanto a atividade de seus olhos era rastreada.

Após a exibição da entrevista, foram convidados a relatar o que se lembravam sobre a fala do candidato.

Observou-se que aqueles estudantes que mais observaram as características estigmatizadas na face do entrevistado se lembraram de uma quantidade menor de informações a seu respeito.

O que ainda neste estudo, esteve associado a uma avaliação mais negativista do candidato.

O segundo estudo caracteriza-se por entrevistas face-a-face entre candidatos que possuíam alguma deformação facial e gestores que; ou eram matriculados em um MBA; ou mestres em algum programa de gestão de hospitalidade.

Todos os gestores tinham experiência na condução de entrevistas de seleção.

Surpreendendo os autores, este grupo, com maior formação e experiência na seleção de pessoas, apresentou dificuldades ainda maiores na gestão de suas reações aos estigmas. 

“Isto só mostra que, apesar de níveis de maturidade e experiência, ainda é uma reação humana natural reagir negativamente ao estigma facial”, lamenta Madera, um dos autores da pesquisa.

Por fim, resultados mostram que embora o foco da entrevista deva ser a adequação comportamental do candidato à vaga; a presença de características físicas que se destacam ainda pode influenciar os resultados da avaliação.

Aliás, é possível supor que esta influência não se restringa à deformação facial, mas também a roupas chamativas, maquiagem inadequada, entre outras coisas.



Inpa – Instituto de Psicologia Aplicada, Asa Sul, Brasília – DF, Brasil

Inpa- Instituto de Psicologia Aplicada- Brasília, DF

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