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Depressão pós-parto: o que é, sintomas e tratamento

depressão pós-parto

O que é?

A depressão pós-parto (DPP) é um quadro em que ocorre alterações químicas, emocionais e psicológicas. Segundo o DSM-V (Manual Diagnóstico e Estático de Transtornos Mentais), a depressão pós-parto é um tipo de depressão maior. O diagnóstico é feito por um especialista da saúde psicológica e, ainda, leva em consideração o tempo e a gravidade do quadro.

A condição, normalmente, surge dois ou três dias depois do nascimento do bebê. Além disso, quando dura cerca de dez dias, é denominada “baby blues”, que seria uma fase mais branda da depressão. Só em casos mais graves e intensos que a comorbidade é denominada depressão pós-parto. Nesses casos, o quadro pode, até mesmo, durar meses ou anos.

É comum que as mulheres tenham o baby blues pós-parto. Em virtude da queda de hormônios e por ser um quadro mais leve. Os principais sintomas do baby blues são:

  • mudanças de humor;
  • crises de choro; 
  • ansiedade;
  • dificuldade para dormir.

Assim, a mãe só é diagnosticada com depressão pós-parto se a depressão é mais profunda e duradoura. Vale ressaltar que a depressão pós-parto não é uma falta de amor, caráter ou fraqueza. Na verdade, é um quadro complexo que deve ser visto como qualquer outro tipo de patologia. Desse modo, exige atenção, diagnóstico e tratamento.

Sintomas da depressão pós-parto

O nascimento de uma criança inclui diversas mudanças sociais, físicas, emocionais e psicológicas, tais como a mudança no corpo e a mudança de rotina. Em razão disso, os riscos da depressão são aumentados.

No Brasil, uma em cada quatro mulheres apresentam os sintomas de depressão pós parto, durante o período de 6 a 18 meses após o nascimento do bebê.

Os principais sintomas da depressão pós-parto são:

  • Alterações graves de humor e, também, humor deprimido.
  • Crises excessivas de choro e dificuldade de relacionamento com o recém-nascido.
  • Isolamento e atitude de evitar familiares e amigos.
  • Alteração do apetite, ou seja, a perda ou o aumento do apetite.
  • Problemas de sono, como a insônia ou dormir demais.
  • Desmotivação, perda de energia, fadiga extrema e sentimento de vazio.
  • Sentimento de inutilidade, culpa, vergonha e, também, humor irritável.
  • Pensamentos de inferioridade e dúvida, como “será que serei uma boa mãe”.
  • Pensamento e atitudes suicidas.

Causas 

As causas da depressão pós-parto são diversas. A condição pode estar associada com:

  • Fatores emocionais e físicos.
  • Fatores ambientais e qualidade de vida.
  • As condições hormonais e genéticas.
  • Transtornos psicológicos. 

A principal causa da depressão são os fatores hormonais, de forma específica, o desequilíbrio hormonal. Todavia, a explicação da correlação entre a queda de hormônios com a depressão ainda não são claras. 

É possível ter um embasamento, porque, durante a gravidez, os hormônios tendem a aumentar em até dez vezes. Dessa forma, com o parto, toda quantidade de hormônio cai de forma abrupta.

Há outros fatores que podem ser agentes causadores da depressão pós-parto, como falta de apoio familiar, privação do sono, isolamento social, má alimentação, transtornos psicológicos (depressão, ansiedade, estresse), vício em drogas ilícitas, alcoolismo e sedentarismo.

Depressão pós-parto nos pais

A depressão pós-parto pode afetar, também, o pai. Assim sendo, o homem pode se sentir sobrecarregado, ansioso, triste, cansado e, além disso, ter alterações de sono e de apetite.

Há fatores de risco, como os pais jovens, os pais com histórico de depressão e os pais com problemas de relacionamento ou com dificuldades financeiras.

A depressão pós-parto é conhecida, também, como depressão pós-parto paterna. Ademais, pode afetar a vida do inicio e suas relações interpessoais.

Em geral, os sintomas aparecem durante a gravidez da mulher e podem durar até o primeiro ano de vida do filho.

Portanto, é recomendado que o pai com depressão pós-parto procure um profissional da saúde para buscar a melhor forma de tratamento.

Tratamento depressão pós-parto

A condição pode ser tratada com o auxílio de terapia e medicações. Entretanto, no caso do “baby blues”, é comum que a condição desapareça sozinha. Se os sintomas permanecerem mais de duas semanas, é recomendável a busca de tratamento psicológico ou médico. 

Em casos mais graves, o auxílio psiquiátrico é indicado para o auxílio do tratamento. A principal forma de tratamento é a terapia, como a terapia comportamental.

Por fim, os resultados da terapia com o auxílio de medicamentos tendem a ser efetivos e duradouros. Porém, é comum o surgimento de alguns sintomas antes do período menstrual, porque ocorre a flutuação hormonal.

Inpa – Instituto de Psicologia Aplicada, Asa Sul, Brasília – DF, Brasil.

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