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Disfunção Erétil (impotência): definição, causas e tratamento

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Disfunção Erétil, Impotência: O que é?

Perder a ereção na hora “H” é o que define a disfunção erétil?
Conforme Ballone (2003), a disfunção erétil (impotência) é a incapacidade de se obter ou manter uma ereção adequada para a prática da relação sexual.
O autor salienta que tal disfunção não deve ser confundida com a falta ou diminuição no “apetite sexual”, nem com dificuldade em ejacular ou em atingir o orgasmo.
O Portal da Urologia define a disfunção erétil como a incapacidade de se obter e/ou manter a ereção peniana “suficiente para o desempenho sexual satisfatório.
É importante ressaltar que, para o diagnóstico, deve-se observar a recorrência do problema. Além disso, deve-se descartar o diagnóstico quando os episódios de impotência ocorrem após a utilização de substância psicoativa, como alguns antidepressivos ou álcool, que podem dificultar a ereção.
Embora alguns homens já apresentem queixas da falta de ereção desde o início da relação sexual, no momento das preliminares ou jogos sexuais. É importante perceber que alguns apresentam os sintomas apenas após a penetração.
Ainda, a experiência pode ocorrer diante de situações específicas. Por exemplo, apresentar desempenho sexual normal quando em companhia de parceiras(os) atraentes e apresentar disfunção ao se tratar de parceiras(os) menos atraentes.

Quais as causas da disfunção erétil?

Conforme dados de um estudo internacional que contou com a participação da FIOCRUZ – Fundação Oswaldo Cruz, a prevalência de disfunção erétil completa ou moderada afeta 15% dos homens brasileiros. Por isso é necessário estar atento aos sintomas.
Como muitos outros transtornos, a disfunção erétil pode ter como causa fatores biológicos, psicológicos e/ou sociais. Os fatores biológicos são, por exemplo, neuropatia diabética, aterosclerose, cardiopatias, hipertensão e outras.
Quanto aos fatores psicológicos e sociais, pode-se destacar a ampla aprendizagem que a pessoa tem sobre sexo. Destaca-se a aprendizagem sobre o que o sexo representa na vida, a importância da relação sexual satisfatória.
Além disso, o comportamento governado por expressões, como “Homem que é homem não nega fogo!”, ou “Homem de verdade tem que comparecer!”.
Some a isto experiências sexuais desagradáveis como aquelas em que a parceira desqualifica o desempenho sexual do homem.
Uma vida orientada para a produção de resultados no contexto profissional pode ser contexto propício para a disfunção erétil.
Executivos de empresas, indivíduos com cargo de chefia, ou profissionais de quem seja exigido desempenho elevado e constante podem estar muito preocupados com o trabalho a ponto de não conseguirem relaxar e se concentrar na relação sexual. Fator que dificulta ou impossibilita a ereção. Tais homens podem ter um desempenho ainda pior diante dos momentos de instabilidade nos negócios. Portanto, o desempenho será afetado pelo ambiente em que o homem está inserido. 
Não se pode esquecer da disfunção erétil que encontra gênese e manutenção no consumo de pornografia online.

As consequências da disfunção erétil

O homem com disfunção erétil costuma sentir ansiedade diante da proximidade da relação sexual. Por exemplo, medo do fracasso, preocupações acerca do seu desempenho sexual e, até redução do sentimento de excitação e prazer sexual.
Sem contar que, a disfunção pode perturbar o relacionamento afetivo-amoroso, trazendo desconfianças e desentendimentos, e conduzir ao rompimento da relação.
A saúde sexual exerce papel de grande relevância na manutenção de um relacionamento a dois. Uma vez que, é um importante fator para a qualidade de vida.
Diante disso, é comum observar-se homens com verdadeiros rituais para verificarem se têm ereção. Alguns se engajam na compulsão pela masturbação para mostrarem para si mesmos que o problema não é tão grave.
Pode, ainda, haver o questionamento sobre a heterossexualidade.
Neste caso, por falta de informação, há a idéia errônea de que não ter ereção na presença de mulheres sugere que sejam homossexuais. Aí, muitos passam a buscar várias parceiras sexuais para se certificarem que o “problema” foi circunstancial.
A camisinha passa a ser evitada, pois o homem com disfunção erétil teme a perda total ou parcial da ereção no momento de colocá-la. Com isso, há uma probabilidade maior de contágio de DSTs – doenças sexualmente transmissíveis como AIDS.
Viagra e Cialis, medicamentos indicados para o tratamento da disfunção erétil, têm seus méritos. Contudo, não podem ser entendidos como tratamento completo para a disfunção erétil.
No entanto, muitos dos acometidos, passaram a viver a ansiedade de não “funcionarem” sexualmente sem suas pílulas “milagrosas”.
Sem contar que existem estudos que abordam uma relação entre o uso de drogas para disfunção erétil e a ocorrência de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).

Qual o tratamento?


A disfunção erétil tem tratamento, podendo ser curada. Quando são descartadas as causas orgânicas, doenças e processo natural de envelhecimento, indica-se a psicoterapia comportamental como forma da pessoa buscar o entendimento do que produz a sua disfunção erétil, bem como enfrentar o problema em curto prazo e solucioná-lo.
Todavia, pode haver a necessidade de um acompanhamento com um médico especializado na área, além do psicólogo.
A psicoterapia pode ser, não só, individual, como também, casal. O psicoterapeuta é o profissional indicado para definir a melhor estratégia de intervenção. Técnicas de terapia sexual podem ser ensinadas ao indivíduo ou casal.
A psicoterapia visa mudança em todos os níveis: comportamentos, pensamentos e emoções/ sentimentos. Isso quer dizer que não é funcional haver a recuperação da ereção, mas permanecer uma ansiedade constante e preocupação durante a relação sexual.

Diante do problema, algumas orientações podem ser úteis:

1- Busque o acompanhamento profissional psicológico ou médico para um diagnóstico preciso e para o tratamento adequado;
2- Não mantenha o “problema” sexual como foco! Diminua a cobrança para os resultados rápidos e explore outras atividades no seu relacionamento;
3- Embora a medicação possa ser indicada num determinado momento, ela não substitui uma relação sexual natural. Questione seu médico sobre a necessidade de manter a utilização do medicamento;
4- Aprenda a dizer “não” quando estiver cansado ou não estiver com desejo sexual. O homem tem o direito de negar sexo à sua parceira;
5- Diante da relação sexual, envolva-se ao máximo com a parceira, buscando preliminares e jogos sexuais que tragam prazer a você.
Sexo faz parte da vida. Assim como, o envolvimento emocional, o afeto, a cumplicidade, a desinibição no relacionamento a dois.
Por isso, tão importante quanto manter a ereção numa relação sexual é mudar hábitos, pensamentos e sentimentos para buscar uma vida saudável na interação com sua parceira.
Em Brasília-DF, conte com o Inpa – Instituto de Psicologia Aplicada para buscar tratamento para a disfunção erétil.

Inpa – Instituto de Psicologia Aplicada, Asa Sul, Brasília – DF, Brasil.

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