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Sessão de Terapia

sessão de terapia

Conforme a série exibida na GNT, a sessão de terapia na vida real é cheia de detalhes, repleta em aspectos bem específicos de uma relação não convencional, a relação entre um paciente e um terapeuta.

Há, certamente, diferenças significativas dependendo da escola psicológica que orienta as intervenções terapêuticas.

E as escolas da Psicologia e as abordagens terapêuticas são várias: Psicanálise; Psicologia Analítica (Junguiana); Psicologia Humanista; Gestalt; Análise do Comportamento (ou Behaviorismo), dentre outras.

Entretato, independente da abordagem teórica, a terapia envolve uma relação humana diferenciada e só quem já teve contato consegue entender.

A Terapia

Pode-se dizer que uma sessão de terapia é a unidade de um processo maior. A terapia, ou de forma mais precisa, a psicoterapia. A terapia é um processo de visita periódica a um profissional, geralmente graduado em Psicologia, para resolução de problemas de ordem psicológica.

E que tipo de problema seria esse? Para simplificar, pode-se dizer que seria um problema de freqüência de comportamento, um déficit ou excesso comportamental. Por isso, a terapia comportamental é um bom caminho.

Nessa visão, há a premissa de que comportamento é o que uma pessoa faz e o que ela pensa. Como exemplo, uma pessoa procura a terapia porque rompeu o casamento e não consegue parar de pensar no ex cônjuge, embora saiba que o rompimento era necessário.

Além disso, pode se queixar de que não tem se concentrado no trabalho ou que tem se sentido mal a maior parte do dia. A terapia, então, ajudaria a reduzir a frequência dos comportamentos indesejados, os quais estão em excesso e a aumentar a frequência dos comportamentos desejados que estão em déficit.

Uma importante questão seria como a terapia contribuiria para a mudança comportamental desejada. De forma resumida, pode-se dizer que, durante esse processo, o terapeuta lança mão de recursos ou técnicas terapêuticas para atingir os objetivos definidos na primeira sessão. Sobre essas técnicas, será disponibilizado novo texto em breve.

Relação Terapêutica

A relação entre terapeuta e cliente é norteada, em primeiro lugar por princípios éticos que regem a profissão do psicólogo. Preservar o sigilo das informações tratadas nas sessões de terapia, buscar utilizar técnicas terapêuticas validadas e reconhecidas cientificamente e atentar para não manter o cliente mais tempo do que ele precisa em terapia são algumas das orientações que todo psicólogo recebe por meio do Código de Ética da profissão.

Mas, há uma variável que é a pessoa do terapeuta. Ou seja, a habilidade em transmitir segurança, promover acolhimento, transmitir simpatia e demonstrar empatia na relação com o cliente.

Afinal de contas, qualquer pessoa que procure um profissional de saúde quer se sentir à vontade no consultório. Sendo assim, há de se ter uma relação humana diferenciada com o terapeuta. Ele não é um amigo, nem é conselheiro, é um profissional da saúde em quem se deve depositar confiança. Sobretudo, em relação à melhora de um quadro psicológico que traga sofrimento e limitações.

Sessão de Terapia

É na sessão de terapia que a relação terapêutica se mostra com todos os seus detalhes. Terapeuta e cliente se fitam por quase uma hora, ambos falam, ambos argumentam, ambos escutam atentamente e saem ao final da sessão, cada qual com uma expectativa.

Há sessões nas quais o cliente desabafa, recebe acolhimento e se sente bem, acreditando que valeu a pena. Mas, há sessões em que o cliente sente raiva, frustração e deseja sair do consultório sem a promessa de um retorno.

Na sessão de terapia, uma pessoa relata a intimidade, compartilha acontecimentos importantes, divide pontos de vista incomuns, conta verdades até então não reveladas, tudo com a riqueza que só essa relação poderia oportunizar.

No consultório, durante a sessão, sorrisos; lágrimas; lembranças ternas; saudade; pesar; ansiedade; culpa expressões de raiva e outras emoções podem se fazer presentes. Contudo, isso é meio para que o terapeuta tenha acesso a eventos os quais possam estar funcionalmente relacionados com o quadro.

A riqueza do processo terapêutico se dá quando as partes envolvidas falam a mesma linguagem e caminham juntos para o entendimento de mudança. É na sessão de terapia, que o terapeuta intervém por meio da mediação verbal ou de técnicas não verbais.

Dessa forma, mais do que interpretar a fala do cliente, mais do que formular hipóteses sobre o problema psicológico, o terapeuta precisa intervir e a sessão terapêutica é o momento para as intervenções e a verificação direta ou indireta dos resultados.

Inpa – Instituto de Psicologia Aplicada, Asa Sul, Brasília – DF, Brasil.

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