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4 habilidades da inteligência emocional

inteligência emocional

A inteligência emocional (IE)  pode ser classificada como a capacidade de monitorar as próprias emoções e, também as emoções de outras pessoas. Desse forma, é possível distinguir e rotular sentimentos,  guiar pensamentos e comportamentos e influenciar os outros.

Além disso, a inteligência emocional é a habilidade que usamos quando sentimos empatia, temos conversas profundas ou tentamos administrar um situação estressante. 

Essa habilidade permite que as pessoas se conectem mais, se entendam mais facilmente e tenham uma melhor qualidade de vida.

Há diferentes tipos de inteligências emocionais. No entanto, geralmente, todas estão conectadas entre si.

Há indícios que o termo – inteligência emocional – foi citado pela primeira vez apenas em 1985, mas foi nessa época que ganhou um conceito fixo. Ainda, apesar de ser considerado um termo atual, o interesse pelo conceito vem se popularizando nos últimos anos.

Em 1930, o psicólogo Edward Thorndike conceituou o termo “inteligência social”, que era descrito como a capacidade de conviver com outras pessoas. Em seguida, nos ano 40, outro profissional da Psicologia, David Wechsler, afirmou que diferentes componentes da inteligência poderiam desempenhar uma função primordial na possibilidade de sucesso das pessoas. 

Assim, em 1950, ocorreu o surgimento da escola da Psicologia Humanista, que concentrou a atenção em diferentes maneiras de se construir a força emocional.

Como citado anteriormente, apenas em 1985 que o termo foi usado pela primeira vez por Wayne Payne. Em seguida, em 1987, o termo quociente emocional foi utilizado por Keith Beasley.

Nesse post será abordado o que é a inteligência emocional, os seus componentes e 4 habilidades desse termo. 

O que é inteligência emocional?

A inteligência emocional pode ser conhecida, também, como quociente emocional ou liderança emocional. Ainda, o termo é definido como a capacidade das pessoas reconheceram, não apenas as suas próprias emoções, mas também as emoções dos outros.

Além disso, na inteligência emocional, é importante saber discernir diferentes pensamentos e, também, rotulá-los adequadamente. É preciso, ainda, usar informações emocionais para orientar o pensamento e o comportamento e ajustar emoções para adaptações no ambiente.

Em diversos momentos, pessoas associam a inteligência emocional à empatia, porque ambas falam de se “conectar” com outras pessoas. Todavia, há diferentes modelos que medem a empatia e a inteligência emocional.

Por exemplo, o modelo original de Goleman é considerado um modelo misto que combina as capacidades e as características da liderança emocional. 

Ademais, estudos mostram quem tem maior índice de inteligência emocional tem:

  • maior saúde psicológica;
  • melhor desempenho no trabalho;
  • maior facilidade de liderança;
  • melhor estabilidade emocional.

Por conseguinte, acredita-se que o quociente emocional tem três segmentos, que são:

  • consciência emocional (capacidade de identificar e nomear as próprias ações);
  • capacidade de aproveitar e aplicar as emoções tarefas e resolução de problemas;
  • capacidade de gerenciar emoções;

O termo divide opiniões. Afinal, há muita popularidade, mas, também, um alto número de críticas. 

Nos últimos anos, diversas pessoas tentaram incorporar testes  para medir a inteligência emocional, porque, na teoria, quanto maior seu nível de IE, maior suas chances de ser um bom líder ou colega de trabalho.

4 habilidades da inteligência emocional

A inteligência emocional pode ser dividida em 4 habilidades, que são:

1. Conscientização

Antes de mais nada, para melhorar de alguma situação, é preciso conhecer e saber o que ela é. A autoconsciência é um fator chave para alcançar a inteligência emocional. Afinal, quando não se tem essa habilidade, é difícil de conseguir gerenciar suas emoções. 

A autoconsciência envolve 3 níveis de comportamento:

  • perceber o que você está fazendo;
  • pensar em como você se sente sobre isso;
  • descobrir o que você não sabe sobre si mesmo.

Entretanto, saber o que você mesmo está fazendo pode ser uma desafio complicado, porque, atualmente, é comum que as pessoas vivam, a maior parte do tempo, no “modo automático”.

Em virtude disso, tire algum tempo do seu dia para se afastar das distrações e focar no que você está fazendo. Por exemplo, tome um café da manhã sem realizar outras atividades em conjunto, como ver tv ou ouvir música.

É preciso tirar um tempo do dia para pensar na sua vida e no que você está sentimento. É um momento de meditação e autoconhecimento.

Ainda, não é bom julgar, automaticamente, suas emoções. É necessário conhecer sua base emocional, seus defeitos e suas qualidades.

2. Canalizar emoções

Primeiramente, é importante ressaltar que canalizar emoções não significa “controlar” ou “negar” elas, porque esse tipo de comportamento não é saudável.

É preciso sentir as emoções e reagir a elas, porque as emoções são sinais que nos transmitem mensagem.

Na verdade, é necessário ter a habilidade de gerenciar suas emoções, ou seja, reconhecer o que você está sentindo e decidir se é ou não uma emoção apropriada para aquela situação. E, também, se você vai agir de acordo com ela.

Por exemplo, a raiva pode ser uma emoção negativa e destrutiva e se deixar levar por ela pode gerar situações ruins, como se ferir e ferir outras pessoas.

Todavia, boas emoções podem te ajudar a ajudar outras pessoas e buscar o que é justo. Ainda, a alegria pode ser um exemplo de emoção positiva quando compartilhada com os outros, mas pode, também, ser uma emoção negativa se deriva de algum acontecimento ruim.

A chave para essa habilidade é aprender a canalizar suas emoções. Na Psicologia, é chamado, por alguns especialistas, de: comportamento direcionado a objetivos.

3. Motivação

Cada pessoa possui uma forma de se motivar e a inteligência emocional é ideal para aprender a realizar as coisas que você precisa fazer.

Desse modo, mesmo que você ainda não tenha coisas que te motive, procure formas diversas de motivação, como por meio de um hobbie ou uma atividade. 

É importante observar em como você se sente antes e depois e, assim, perceber se é uma atitude positiva ou negativa para seu psicológico.

As emoções podem ser fontes primárias para a motivação, como a alegria e a esperança. No entanto, nem sempre são, apenas, os sentimentos bons que são formas de motivação. Por exemplo, o ato de falhar pode ser visto como uma forma de aprender com os erros futuramente. 

4. Saber reconhecer outras emoções

É preciso reconhecer as emoções de outras pessoas para criar relacionamentos saudáveis – relacionamentos românticos, familiares, amizades, etc. O primeiro passo é o reconhecimento e o respeito das necessidades emocionais de cada pessoa.

A conexão e empatia podem ajudar nesse processo. Por exemplo, ouvir ou outros e compartilhar sentimentos pode ser uma forma de conexão. E a empatia não é entender completamente a pessoa, mas, principalmente, se colocar no lugar dela. 

Relacionamentos são uma linha emocional vulnerável, mas nos fazem perceber que não somos únicos no mundo e há coisas bem mais complexas e densas do que nós mesmo.

Por fim, há pessoas que acreditam que a forma que agimos com os outros são como definimos nossos valores.

Componentes da inteligência emocional

De acordo com Salovey e Mayer, a inteligência emocional possui quatro níveis diferentes que são divididos em:

  • percepção emocional;
  • capacidade de raciocínio por meio de emoções;
  • capacidade de entender emoções;
  • gerenciamento de emoções.

Os quatro segmentos são formas de organizações básicas para um psicológico melhor e mais integrado. Ainda, o ramo mais baixo é referente às habilidades simples e o ramo mais alto é referente às regulações mais profundas do emocional.

Lembre-se

A inteligência emocional é um componente que melhora a qualidade de vida e diversos segmentos, como:

  • psicológico;
  • social;
  • profissional;
  • saúde física.

Para aprender mais técnicas de habilidade emocional é preciso procurar ajuda psicológica. Em razão disso, a psicoterapia pode ser uma forma trabalhar essas questões e conseguir melhoras significativas.

Inpa – Instituto de Psicologia Aplicada, Asa Sul, Brasília – DF, Brasil.

Fábio Augusto Caló

@fabiocalo - Psicólogo pelo UniCEUB e mestre em Análise do Comportamento pela UnB. Atua desde 1998 como clínico, atendendo adultos e casais. Há duas décadas, tem realizado atendimentos, principalmente, na área da conjugalidade, da sexualidade e dos transtornos de ansiedade. Tem se interessado e pesquisado sobre assuntos atuais como "dependência de internet", "vício em pornografia", "traição online", dentre outros. É palestrante e instrutor de cursos de desenvolvimento pessoal e cursos dirigidos a profissionais da saúde.

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