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Como superar o alcoolismo?

alcoolismo

O alcoolismo é uma condição grave em que o indivíduo não se sente em condição de “viver” sem o consumo da substância. Isso acontece porque o álcool gera uma dependência no corpo da pessoa, tanto fisicamente quanto mentalmente. 

Assim sendo, o consumo desenfreado do álcool pode afetar diversas áreas da vida de uma pessoas, tais como:

  • relacionamentos interpessoais;
  • objetivos profissionais;
  • saúde em geral;
  • atividades do cotidiano;

Nesse artigo, será abordado temas como: O que é o alcoolismo? Quais são as causas? Quais são os sintomas? E como superar a condição?

O que é?

O alcoolismo é uma condição grave em que a pessoa faz uso de uma quantidade abusiva de álcool. Além disso, o quadro acarreta uma incapacidade de controlar os hábitos de consumo.

Vale salientar que há três tipos de níveis do consumo do alcoolismo, que são:

  • leve;
  • moderado;
  • grave.

Cada categoria tem sintomas específicos e pode causar diferentes consequências para o psicológico e o corpo físico. 

Ainda, sem o tratamento adequado o consumo de álcool pode sair do controle e, em casos graves, pode causar a morte.

Ademais, o quadro de alcoolismo só é classificado de tal forma quando a pessoa não consegue mais ter controle do consumo de álcool, usar de forma excessiva, apesar das consequências ou do sofrimento emocional. 

O alcoolismo é uma doença crônica que para o diagnóstico utiliza os críticos do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5).

Por último, a principal forma de começar a superar o quadro é buscando ajuda e não deixando essa condição em segredo. Afinal, há diferentes opções de tratamento, que serão abordadas nos tópicos seguintes.

Sinais do alcoolismo

Há dois tipos de sinais do alcoolismos: os visíveis e os silenciosos. Desse modo, enquanto alguns sinais são muito perceptíveis, outros demoram algum tempo para aparecer. 

No entanto, conhecer ambos sinais, silenciosos e visíveis, são fatores que aumentam as chances de uma recuperação duradoura. 

Portanto, os principais sinais do alcoolismo são:

  • Incapacidade de controle do consumo de álcool.
  • Necessidade do álcool mesmo quando não está bebendo.
  • Prioridade se torna o álcool.
  • Necessidade de continuar bebendo.
  • Gasto exagerado de dinheiro com a bebida.
  • Comportamento estranho e diferente após beber.

Todavia, é importante lembrar que, mesmo não apresentando todos os sinais, se acreditar que o consumo de álcool está afetando, de forma significava, sua vida, procure assistência médica e psicológica. 

Efeitos do alcoolismo

O consumo excessivo do álcool, em longo prazo, pode trazer diferentes consequências para a saúde humana. Dessa maneira, os efeitos podem, por exemplo, trazer risco de vida e, até mesmo, levar ao óbito.

Enquantos os efeitos a curto prazo, em geral, tendem a ser mais brandos, em relação aos efeitos a longo prazo; todos os sintomas devem ser tratados e vistos como situações graves. 

Um exemplo que é extremamente perigoso, é o ato de beber e dirigir, porque ao beber a substância alcoólica causa um retardo no seu tempo de reação, reflexo e coordenação. 

Sendo assim, os efeitos do alcoolismo são divididos em:

Efeitos a curto prazo

  • reflexos ruins;
  • redução da atividade cerebral;
  • distorção da visão;
  • dificuldade de respiração;
  • agitação;
  • lentidão no tempo de reflexão.

Efeitos a longo prazo

  • danos cerebrais permanentes;
  • doenças hepáticas;
  • aumento do risco de diabetes;
  • problemas cardíacos;
  • aumento do risco de câncer;
  • danos permanentes à visão;
  • problemas ósseos;
  • síndrome de Wernicke-Korsakoff;
  • consequências para o ácido gama-aminobutírico (GABA), que controla a impulsividade;
  • outras patologias, como Gota.

Por conseguinte, os efeitos do consumo excessivo e a longo prazo podem demorar anos para surgirem. Em razão disso, é importante buscar um atendimento médico para o diagnóstico e para o tratamento.

Como superar o Alcoolismo?

Há diferentes formas de tratamento e, como dito anteriormente, quanto mais cedo o tratamento foi iniciado, maiores as chances de bons resultados. 

Vale ressaltar que o tratamento do alcoolismo é um processo, que varia de tempo para cada pessoa. É preciso, antes de mais nada, compromisso para praticar as técnicas e resistir às tentações.

Apesar de cada paciente possuir um tipo de tratamento específico, há formas de abordagens que são comuns durante os tratamentos, que são:

Desintoxicação

É a primeira fase para a recuperação da dependência do álcool. Nessa fase, a pessoa precisa passar por um acompanhamento regular de profissionais médicos, psicólogos e psiquiatras. Afinal, os sintomas de abstinência podem ser extremamente desconfortáveis e graves.

Há muitos pacientes que utilizam de medicamentos para alívio dos efeitos colaterais e, em alguns casos, a pessoa optar por uma internação para superar essa fase.

Reabilitação

Há dois tipos de reabilitação, que normalmente são utilizadas no tratamento: reabilitação ambulatorial e a reabilitação hospitalar.

No caso dos pacientes internados, a reabilitação hospitalar consiste em um programa de tratamento intensivo, que pode durar de 30 a 90 dias. 

Enquanto isso, no caso da reabilitação ambulatorial, o paciente participa de um programa de recuperação e pode continuar sua vida, de forma normal.

Assim sendo, geralmente, a pessoa que irá indicar a melhor opção de reabilitação será o seu médico e seu psicólogo, que irão analisar seu caso e ver a melhor forma de tratamento.

Manutenção

Por fim, após o processo de reabilitação, o tratamento não se finaliza. Desse modo, se manter sóbrio a longo prazo pode ser um desafio. Em razão disso, a terapia contínua se torna uma parte importante para a cura do alcoolismo. Há diversas formas de terapia, como a psicoterapia e terapia em grupo.

É importante buscar apoio, aconselhamentos e outros recursos que ajudem a manter a sobriedade. 

Busque um profissional da área psicológica e mantenha uma vida saudável.

Fatores de Risco

As consequências do consumo excessivo podem demorar anos para aparecer. Entretanto, em pessoas mais vulneráveis, em alguns meses os efeitos podem ser percebidos. 

Dessa forma, os principais fatores de risco são:

  • Fatores genéticos: pessoas que possuem um histórico familiar de pessoas com alcoolismo têm maiores chances de desenvolver a patologia.
  • Idade: pessoas que iniciam o consumo de álcool antes dos 15 anos tendem a ter maior probabilidade de desenvolver o quadro.
  • Estresse: há alguns hormônios do estresse que estão, diretamente, relacionados com o abuso de álcool. Assim, quanto maiores os níveis de estresse e ansiedade, maiores as chances da pessoa consumir álcool.
  • Baixa autoestima: pessoas com essa condição são mais propensas a consumirem bebidas alcoólicas em maiores quantidades.
  • Depressão: indivíduos com depressão ou distimia são mais vulneráveis ao consumo de álcool, porque, de forma deliberada ou involuntária, podem usar a substância como forma de autotratamento. Todavia, o consumo de álcool aumenta os risco de depressão ou de piora do quadro.
  • Metabolização do corpo: há pessoas que precisam de quantidades maiores do álcool para obter os efeitos e, em virtude disso, essas pessoas, tendem a desenvolver mais problemas de saúde.

Inpa – Instituto de Psicologia Aplicada, Asa Sul, Brasília – DF, Brasil.

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