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Quando é o momento de terminar o relacionamento?

Quando terminar um relacionamento?

Um relacionamento amoroso saudável

Um bom relacionamento se desenvolve quando há confiança, empatia, respeito, paciência e harmonia entre as pessoas envolvidas. Seja relacionamento familiar, de trabalho ou de amizade.

Além disso, uma das características essenciais nos relacionamentos é a reciprocidade. Ou seja, estar disposto a dar e receber.

Ninguém gostaria de sentir que o esforço para a manutenção da estabilidade do relacionamento não é mútuo. Assim sendo, a reciprocidade é imprescindível.

Em todo relacionamento, é importante se sentir amado. As demonstrações de afeto mantém aceso o “fogo” da paixão.

Dessa forma, o amor é essencial, porém, não deve ser a única coisa importante no relacionamento.

Uma relação a dois deve ser confortável e acolhedora e a confiança é um dos ingredientes mais importantes.

Mas, como saber quando é o momento de terminar o relacionamento?

Quando uma das partes não desenvolve os atributos necessários para uma boa convivência, o relacionamento se torna difícil.

E é nesse momento que surgem os questionamentos sobre a possibilidade de término.

Entretanto, é importante fugir do oba oba de que “se não der certo, termina”.Qualquer relacionamento apresentará problemas e momentos difíceis.

Porque cada indivíduo é de uma maneira. Cada relacionamento é de uma maneira. 

É difícil fazer um relacionamento de pessoas diferentes não apresentar disparidade de opiniões. Por isso, em um relacionamento saudável, a variedade de perspectivas deve ser entendida como normal.

Dessa forma, antes de qualquer coisa, é importante refletir profundamente sobre os aspectos do relacionamento.

É importante, também, o diálogo. Converse com seu parceiro antes de tomar uma decisão. Afinal, o relacionamento é a dois. 

Mas, é preciso que seja discutido o ponto até esgotar as possibilidades. Por isso, evite agir de cabeça quente.

Não tem mais solução, independente do quanto vocês tentem? O amor acabou? 

Ou é apenas mais crise comum a todas as relações e que pode ser resolvida?

Quando analisamos um relacionamento conjugal, é interessante considerar a analogia entre separação e amputação. Se for necessário, corte o membro ou parte dele. Mas, faça isso apenas se for realmente necessário, caso a relação esteja matando, ainda que lentamente, um cônjuge ou ambos.

Como terminar o relacionamento?

Se, mesmo após, a sua reflexão, mesmo após a conversa com o parceiro, você decidiu que o término é a única opção temos algumas dicas para tornar esse momento mais fácil. 

A primeira já foi dada. Pense cuidadosamente sobre o assunto. A importância dessa reflexão está relacionada com a responsabilidade emocional.

Isto é, você não pode brincar com os sentimentos do seu parceiro ao se arrepender da decisão e decidir voltar.

Veja bem, o arrependimento é normal e pode acontecer com qualquer um em qualquer situação.

O problema está no fato de entrar num ciclo vicioso. Termina e volta, termina e volta, termina e volta…

Outro ponto importante é a forma de dizer e de agir. Tenha empatia, seja gentil, respeite o espaço do outro. Afinal, trata-se de uma pessoa que fez parte da sua vida. 

Além disso, seja sincero sobre suas intenções. Diga o que precisa ser dito, sem rodeios. Sempre imaginando como você gostaria de ser tratado se a situação fosse contrária. 

Caso exista alguma situação mal resolvida entre os dois, procure resolver e pergunte se é possível a manutenção de uma amizade. 

Aliás, é muito importante ter em mente que não, necessariamente, alguém terá culpa. 

Às vezes o amor acabou; às vezes os objetivos, sonhos ou desejos são muito diferentes. Ou até mesmo você decidiu que agora quer focar em sua vida profissional ou acadêmica.

Como superar o término

O término de um relacionamento implica em uma mudança radical em nossas vidas. 

Passamos grande parte de nosso tempo acostumados a conviver com uma pessoa. E quando ela não está mais presente, sentimos um vazio.

Terminar um relacionamento nunca é fácil. Porque significa que você está terminando algo que você construiu com alguém. 

Terminar o relacionamento não é o fim do mundo!

Portanto, o primeiro passo é aceitar que você vai sofrer. Não importa se o amor acabou ou se alguma das partes errou. Você vai sofrer.

É normal sentir rejeição, tristeza, vazio, mágoa, raiva.

O sofrimento é importante. Não se prive disso. É uma etapa necessária para a superação.

Dê tempo ao tempo!

Desabafe, coloque para fora o que está fazendo mal. Sofra.

Contudo, é importante traçar um limite. Você não pode sofrer para sempre.

Mesmo que o término do relacionamento doa, o importante é você ter em mente que esse sofrimento é passageiro. 

Faça tudo no seu tempo, o importante é manter uma atitude positiva e tomar as rédeas da situação.

Foque no futuro. A vida continua! Mantenha sua cabeça erguida, sorria e continue sua jornada! 

Tem coisas que só o tempo resolve. Sempre que nos machucamos fisicamente, o corpo precisa de um período de cicatrização. Isso se aplica ao âmbito emocional também. 

Aliás, quanto mais profunda for a ferida, mais tempo e cuidado serão necessários.

Terapia de casal

Caso seu relacionamento enfrente problemas busque ajuda profissional!

Um casal que cultive amor, cumplicidade, boa comunicação, abertura para a mudança, espaço para a negociação e a habilidade na solução de conflitos parece ter a base para a manutenção de uma sólida relação. Além disso, é a base para a construção de uma família equilibrada.

No entanto, como em todo relacionamento interpessoal, a convivência do casal pode tornar-se difícil ou até mesmo insustentável. Se é esse o caso, a terapia de casal é uma boa sugestão.

Problemas conjugais estão entre os principais agentes de estresse, depressão e ansiedade.

Por exemplo: poblemas sexuais, falta de confiança, falta de comunicação, brigas constantes, agressão verbal e física constituem sinais de que a relação do casal não está bem.

Esses são alguns dos motivos pelos quais as pessoas procuram a terapia de casal.

Contudo, o casal pode buscar acompanhamento de um terapeuta de casais em circunstancias normais da relação conjugal. É importante prevenir.

Inpa – Instituto de Psicologia Aplicada, Asa Sul, Brasília – DF, Brasil

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