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Desejo Sexual Feminino: 5 dicas para melhorar!

Desejo sexual feminino

O desejo sexual feminino é um assunto que pode ser considerado polêmico. Afinal, a líbido ou desejo sexual varia de pessoa para pessoa e, ainda, é um assunto considerado “tabu” na sociedade. Nesse artigo, serão abordadas 5 dicas para melhorar o desejo sexual de uma mulher. 

Vale ressaltar que ter uma baixa líbido não é, necessariamente, um problema. No entanto, se a mulher quiser aumentar o seu desejo e sente que está tendo problemas e queda da qualidade de vida, está na hora de buscar ajuda especializada!

Há diversos fatores que podem afetar, de forma significativa, a líbido de uma mulher, tais como:

  • depressão;
  • ansiedade;
  • problemas no relacionamento;
  • problemas de saúde;
  • má alimentação;
  • dores crônicas;
  • idade.

Apesar do baixo desejo sexual não ser, necessariamente, uma situação problemática, ela pode afetar diversos polos da vida, que são significativos para a qualidade de vida, como:

  • autoestima;
  • relacionamento conjugal;
  • vida sexual.

Nesse artigo, como citado anteriormente, será abordado dicas para melhorar o seu desejo sexual. Ainda, será abordado: o que é o desejo sexual? Há diferença para o homem e para a mulher? Quais os problemas que mais interferem na libido feminina? O que é o Transtorno do Desejo Sexual Hipoativo? Qual o tratamento para esse transtorno? Confira!

O Desejo Sexual

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a sexualidade é considerada como um aspecto central da vida humana. E é  vivenciada e expressa em pensamentos, fantasias, desejos, crenças, atitudes, valores, comportamentos, práticas, papéis e relações.

Para os apaixonados, o desejo sexual, é um botão mágico que só o amor é capaz de ligar. Mas, para os cientistas, o desejo sexual não têm tanto romantismo. Trata-se de um processo bioquímico que desequilibra rapidamente todo o corpo e que é descrito por vários sinais.

Conforme Sandra Leiblum, pesquisadora e sexóloga americana, o desejo sexual é um estado de sentimento subjetivo e motivador ativado por sugestões internas e externas que pode ou não resultar em um comportamento sexual efetivo.

O ciclo de resposta sexual é influenciado negativamente por fatores psicológicos. Entre eles a ansiedade, baixa autoestima, transtornos da percepção da imagem corporal, medo de rejeição, ansiedade do desempenho sexual, experiências sexuais traumáticas passadas.

Além disso, outros fatores como desequilíbrio hormonal, condições médicas específicas, problemas musculares podem comprometer o ciclo.

5 dicas para melhorar seu desejo sexual

Apesar de não haver um padrão para o desejo sexual feminino, se a mulher sente que está faltando, ela pode procurar dicas simples de como melhorar o seu desejo.

1- Pratique exercícios e tenha uma dieta nutritiva

Os exercícios físicos regulares ajudam a libido de diferentes formas. Há estudos que comprovam que o exercício regular ajuda a lidar com questões como preocupação, humor e desejos sexual.

Ainda, mulheres com patologias secundas, que afetam a libido, podem ter alguns de seus sintomas reduzidos com a prática de exercícios físicos que liberem hormônios do “bem”, como a endorfina e a serotonina.

Ademais, além da atividade física, uma dieta rica em nutrientes pode ajudar a melhorar o desejo sexual das pessoas. Afinal, promove uma boa circulação sanguínea, saúde do coração e, ainda, há estudos que mostram que alguns alimentos podem diminuir a libido sexual.

Vale salientar que doenças como a síndrome metabólica e as doenças cardiovasculares podem causar problemas no funcionamento sexual. Ainda, outras síndromes, como a do ovário policístico podem afetar os hormônios, que controlam a libdo, e uma dieta saudavel podem controlar alguns desses efeitos.

Uma dieta rica em verduras, proteínas e vegetais magras e pobres em açúcar podem prevenir alguns transtornos que interferem na libido.

2- Controle ou busque tratamento para a sua ansiedade

Há diversas pessoas que experimentam problemas sexual em virtude de problemas psicopatológicos, como a ansiedade e a depressão. 

Os altos níveis de ansiedade são como uma forma de barreira que interferem no funcionamento sexual (em homens e mulheres). A ansiedade está, diretamente, ligada ao estresse, que são fatores que impedem um bom desempenho sexual.

É comum em pessoas que têm:

  • horários de trabalhos estressantes e intensas;
  • problemas financeiros;
  • tensões pessoais;
  • cansaço excessivo.

Essas são as pessoas mais afetadas por problemas sexuais. Além disso, a ansiedade pode dificultar, também, a lubrificação e a autoestima. Dessa maneira, algumas formas de lidar com sua ansiedade são através de:

  • ter uma rotina de sono adequada;
  • passar um tempo para realizar atividades de lazer;
  • praticar exercícios físicos;
  • ter uma dieta saudável;
  • trabalhar os relacionamentos interpessoais;
  • buscar ajuda de um psicólogo ou psiquiatra.

3- Foque nas preliminares

Em geral, mulheres que reclamam de falta de libido, também reclamam de experiências sexuais passadas. É normal que muitas mulheres tenham um certo traumas de relações passadas e que isso afete o seu desejo.

Há diversos relatos de mulheres que ao aprimorarem sua experiência sexual, melhoram sua libido. Em razão disso, é recomendado que as mulheres e seus parceiros foquem na preliminares.

Afinal, diferente dos homens, as mulheres têm mais dificuldade de alcançar o clímax e orgasmo, porque suas estimulações tendem a ser mais demoradas. Dessa forma, a preliminar ajuda a mulher se sentir mais confortável e, consequentemente, mais excitada.

É recomendado troca de beijos, uso de brinquedos sexuais e práticas sexuais orais para que a mulher conseguiu melhorar seu desejo. 

Por fim, é recomendado, também, que as mulheres explorem o seu desejo e suas vontades. É importante explorar seu corpo e descobrir as coisas, situações, posições e objetos que deixem a mulher com mais desejo. 

4- Tenha uma boa qualidade de sono

Ter uma boa noite de sono traz diversos benefícios para a qualidade de vida de uma pessoa. Por exemplo, pode melhorar o humor, reativar os níveis de energias e melhorar a libido.

Dormir bem na noite anterior pode aumentar o desejo sexual feminino no dia seguinte. Desse modo, mulheres que tem um tempo médio de sono maior relatam terem uma melhor excitação genital e, também, um melhor desempenho sexual.

5- Busque ajuda com a terapia sexual!

A libido sexual pode ser considerada um quadro complexo, que pode ser afetado por fatores psicológicos e físicos. Todavia, em alguns casos, mesmo quando a pessoa apresenta uma alimentação saudável, um ciclo estável de sono, uma ansiedade “normal” e foco nas preliminares, ela apresenta dificuldade de obter o desejo sexual.

Nesses casos, é necessário buscar um tratamento mais especiliazado, como a ajuda de um sexologo. Há pessoas que apresentam fatores físicos que podem afetar a libido, como a diabete. Assim sendo, nessas situações, o melhoramento das respostas emocionais e psicológicas ao sexo pode, também, melhorar o funcionamento sexual.

A terapia sexual funciona como uma forma eficaz para tratar diversos problemas sexuais femininos, tais como:

  • Transtorno do Orgasmo Feminino;
  • Transtorno do Interesse/Excitação Sexual Feminino;
  • Disfunção Sexual Induzida por Substância/ Medicamento;
  • Transtorno da Dor Gênito-pélvica/Penetração.

A terapia sexual individual ajuda na abordagens de pontos e crenças negativas sobre o sexo, que estão ligadas à autoestima e à autoconfiança. Além disso, pode lidar com condições psicopatológicas secundárias, como a depressão e ansiedade. 

A terapia sexual ou aconselhamento sexual ajuda diversas pessoas a lidarem com os mais diferentes fatores que afetam, não apenas o desejo sexual feminino, mas, também, toda sua vida sexual e conjugal.

Além da terapia sexual, algumas terapias complementares podem ajudar, como:

  • acupuntura;
  • fisioterapia;
  • meditação;
  • aromaterapia.

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O Que Garante O Desejo Sexual?

O desejo sexual é altamente estimulável. O relacionamento nunca se limita apenas ao sexo e, em razão disso, é preciso manter o diálogo aberto. Afinal, isso ajuda todo o relacionamento, e, consequentemente, ajuda nas relações sexuais.

Não há um padrão, porém, na maioria das vezes o “bom” sexo é resultado de como está a relação atual do casal.

Além disso, vários fatores, psicológicos e orgânicos, são motivadores para o desejo sexual. “Os hormônios femininos, como o estrogênio, e os masculinos, como a testosterona, têm um papel preponderante para que isso ocorra”, afirma a psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora do Projeto Sexualidade do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Aliás, as mulheres produzem testosterona nos ovários e nas glândulas suprarrenais. É comum que, quando os hormônios estão em níveis muito baixos ocorram alterações na libido.

Enquanto isso, tradicionalmente associada aos homens, a testosterona tem um efeito poderoso no apetite sexual feminino.

Vale ressaltar que, o ciclo menstrual pode ter participação no desejo sexual ou na falta dele. As oscilações do estrogênio durante o ciclo menstrual pode diminuir a concentração de serotonina.

Ainda, como citado anteriormente, para ter uma vida sexual saudável, é interessante manter uma alimentação equilibrada, em conjunto com a prática de exercícios físicos.

Desejo Sexual Difere Da Mulher Para O Homem?

Há uma crença popular de que os homens têm mais vontade e necessidade de sexo do que as mulheres. Porém, do ponto de vista médico, essa ideia está equivocada.

Em um estudo acerca das diferenças e similaridades de gênero no desejo sexual, as pesquisadoras Meredith Chivers e Samantha Dawson, do Departamento de Psicologia da Universidade Queens, no Canadá, apontaram motivos para essa crença.

O fato é que existe um duplo padrão de comportamento: os homens são incentivados a terem e realizarem atitudes mais permissivas em relação à sexualidade, ao passo que as mulheres têm sido educadas a manterem um padrão mais conservador de atitudes sexuais.

Sem contar que, as mulheres, costumam sofrer maiores repercussões sociais ao se expressarem livremente os seus desejos e as suas práticas sexuais.

Outro aspecto é a questão dos objetivos sexuais. Muitos acreditam, por exemplo, que o desejo sexual em homens parece estar relacionado com o comportamento sexual, como o prazer e com o orgasmo.

Dessa forma, para as mulheres, a atividade sexual não parece ser o único objetivo para a “satisfação do desejo”. Assim sendo, elas almejam mais intimidade e proximidade e, por isso, é comum achar que o desejo sexual feminino é menor do que o desejo sexual masculino.

Como conclusão, as pesquisadoras apontaram que avaliação do desejo sexual de homens e de mulheres deveria captar essas dimensões subjetivas da sexualidade.

Quais Os Problemas Que Mais Interferem No Desejo Sexual Feminino?

Uma pesquisa realizada com 749 mulheres na Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, revela que o desinteresse sexual acometia 33,2% das entrevistadas e a dificuldade de lubrificação, 21,5%.

Durante a vida sexual, é possível que a mulher apresente alguns problemas relacionados com a sexualidade.

Muitas mulheres desconhecem que a disfunção sexual feminina está associada à falta de desejo sexual, dificuldade em ficar excitada, lubrificação insuficiente, incapacidade de atingir o orgasmo ou dor durante a atividade sexual.

Os transtornos mais comuns são:

  • Falta de desejo sexual;
  • Incapacidade em obter orgasmo – anorgasmia;
  • Dor durante a relação sexual – dispareunia;
  • Dor ou dificuldade à penetração – vaginismo.

Sem saber o motivo, elas se culpam por não conseguirem sentir prazer durante a relação com o parceiro, sentem vergonha e, também, não procuram ajuda médica e psicológica.

Na maioria das vezes, os transtornos sexuais femininos têm causas psicológicas como: 

  • não conhecer, não gostar e não aceitar o próprio corpo;
  • sentir-se feia ou pouco atraente;
  • apresentar baixa autoestima; 
  • ter dificuldade em se entregar para o outro e/ou recebê-lo;
  • ter dificuldade em assumir um “papel erótico” e medo mostrar sua sensualidade;
  • sentir medo de perder o controle e se soltar “demais” sexualmente.

Assim sendo, todos esses medos também impedem a mulher de relaxar e se excitar.

Há, ainda, fases da vida das mulheres que podem contribuir para a queda de libido, como a gestação, por exemplo. Outra fase que afeta o desejo sexual feminino é a menopausa (a menopausa é uma fase da vida da mulher em que ocorre a interrupção natural da menstruação, pois os hormônios femininos, estrogênio e progesterona, já não são mais produzidos pelos ovários.).

Fora isso, a falta de intimidade é outro problema que pode atrapalhar, como explicaram os especialista.

Transtorno do Desejo Sexual Hipoativo

A síndrome ou transtorno do desejo sexual hipoativo (DSH) é a condição em que a libido simplesmente desaparece. Ocorre, principalmente, entre as mulheres.

A deficiência, ou até mesmo a inexistência, frequente do desejo sexual ou da fantasia sexual para a prática do sexo.

Portanto, é uma disfunção (ou desvio) que causa a falta de interesse sexual. Normalmente, quem sofre com essa síndrome perde aos poucos a vontade sexual. Ademais, tende a ocorre, principalmente, entre as mulheres.

E as causas dessa diminuição podem ser tanto físicas como psicológicas. Na maioria dos casos, as causas são emocionais, como valorização de aspectos negativos em relação à sexualidade. Ainda, pode, também, ocorrer devido ao desequilíbrio hormonal ou aos outros fatores orgânicos.

Ao contrário dos transtornos como disfunção erétil e a anorgasmia, o transtorno de desejo sexual hipoativo pode afetar tanto homens quanto mulheres. Além disso, pode também ser chamada de frigidez.

O Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (DSM-V) classifica o transtorno do desejo sexual hipoativo como deficiência ou ausência persistente ou recorrente de fantasias ou desejo de ter atividade sexual.

Enquanto isso, o transtorno da excitação sexual diz respeito à incapacidade persistente ou recorrente de adquirir ou manter uma resposta de excitação sexual de lubrificação até o término da atividade sexual.

Tratamento Para Transtorno No Sexual Hipoativo

Os métodos de tratamento psicológico são fundamentados em intervenções não físicas, baseadas em interação verbal e não-verbal entre o terapeuta e o paciente.

A terapia comportamental cognitiva pode ser uma ferramenta eficaz no tratamento de mulheres com Transtorno Sexual Hipoativo.

O tratamento medicamentoso pode ser indicado em alguns casos. Contudo, o acompanhamento com médico especialista é de suma importância.

A Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) apontou que existem indícios de que um tratamento baseado na testosterona, que pode apresentar bons resultados para o transtorno hipoativo.

Por conseguinte, estudos mostram que a deficiência de testosterona nas mulheres tem implicações que podem contribuir para o desejo sexual hipoativo feminino.

Ainda, a fisioterapia é uma área de trabalho recente no tratamento das disfunções sexuais femininas e pouco conhecida pelas equipes de saúde da mulher.

Desse modo, o fisioterapeuta ligado à saúde da mulher tem um importante papel na avaliação, prevenção e tratamento das disfunções.

Conforme, a Associação Brasileira de Fisioterapia Pélvica, a fisioterapia atua como um dos tratamentos de primeira escolha para muitas das disfunções sexuais.

Portanto, a sexualidade é capaz de afetar a saúde física e mental. Além disso, pode ser afetada por fatores orgânicos, emocionais e sociais.  Por isso, ao primeiro sinal de dificuldades sexuais, é indicada a procura de médico especialista e um sexólogo.

Por fim, a terapia de casal pode ajudar na resolução de problemas sexuais que afetem a dupla.

Inpa – Instituto de Psicologia Aplicada, Asa Sul, Brasília – DF, Brasil

Fábio Augusto Caló

@fabiocalo - Psicólogo pelo UniCEUB e mestre em Análise do Comportamento pela UnB. Atua desde 1998 como clínico, atendendo adultos e casais. Há duas décadas, tem realizado atendimentos, principalmente, na área da conjugalidade, da sexualidade e dos transtornos de ansiedade. Tem se interessado e pesquisado sobre assuntos atuais como "dependência de internet", "vício em pornografia", "traição online", dentre outros. É palestrante e instrutor de cursos de desenvolvimento pessoal e cursos dirigidos a profissionais da saúde.

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