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Luto: os 5 estágios

luto

O que é?

O luto é caracterizado por ser uma dor intensa em razão de uma perda. Em geral, o luto é desencadeado pela perda de um ente querido, porém não é limitado apenas à perda de pessoas.

Há casos em que o luto é vinculado com a perda de um bicho estimação, de um emprego, de uma separação, de um lar e qualquer outro objeto que tenha significado emocional. 

O quadro é complicado e complexo porque não envolve um padrão e nem uma data de duração definida. Desse modo, é comum relatos de pessoas que passaram mais de anos no processo de luto. Além disso, há especialistas que acreditam em estágios ou fases do luto, que são:

  • negação;
  • raiva;
  • barganha;
  • depressão;
  • aceitação.

No entanto, há outros profissionais que acreditam que o luto é um processo individual e, assim sendo, ninguém sofrerá da mesma forma.

Por ser tratar de quadro que pode durar meses e até mesmo anos, o luto precisa de um acompanhamento psicológico. Afinal, essa condição pode levar a pessoa à solidão crônica e, também, ao isolamento.

Ainda, é comum que alguns sintomas do luto estejam correlacionados com a depressão. Por conseguinte, a tristeza, os problemas de sono, as alterações no apetite, a perda de interesses em atividades cotidianas e a falta de zelo consigo mesmo são alguns dos sintomas semelhantes. Portanto, é normal que o luto desencadeia um quadro de depressão.

Quais os tipos ou fases do luto?

Há especialistas que acreditam que o processo de luto tem 5 fases principais que são:

1. Negação e isolamento

A primeira fase do luto é a negação de que o fato ocorreu. Nesses casos, a pessoa se mantém em discordância com a realidade. “Isso não é real, isso não pode ter acontecido”. Vale ressaltar que a negação é uma resposta de defesa da mente humana, porque, normalmente, é um choque perder algo ou alguém. E, em virtude disso, a mente pode, primeiramente, negar o fato como uma forma de lidar com as emoções avassaladoras. 

2. Raiva

Conforme os sintomas da negação passam, a realidade e a dores dela voltam. Dessa forma, a pessoa tem que lidar com uma emoção intensa que é redirecionada e expressa como raiva. Há diferentes objetos que a raiva pode ser direcionada, tanto para objetos inanimados, amigos, familiares ou desconhecidos e, até mesmo, à pessoa que morreu. 

Vale salientar que a pessoa sabe que a raiva é irracional, mas, emocionalmente, as intensas emoções são convertidas para um sentimento de remorso. Todavia, esse sentimento tem um efeito boomerang, porque a pessoa se sente culpada por estar com raiva, o que gera mais estresse e irritação.

3. Barganha

Após a pessoa digerir o sentimento de raiva, é comum que a sensação de desamparo e vulnerabilidade resulte em uma extrema necessidade de controle. Em geral, essa tentativa de barganha é por meio de suposições, como “se ao menos…”:

  • e se ao menos tivéssemos procurado tratamento antes…
  • se eu tivesse levado a pessoa em outros médicos…
  • se eu prestasse mais atenção…

Essas suposições são uma das formas de barganha que é outra forma de defesa para não lidar, diretamente, com a realidade. A barganha pode estar correlacionada com um sentimento de culpa, o que faz o indivíduo acreditar que poderia ter feito algo, de forma diferente, para ajudar a pessoa.

4. Depressão

Primeiramente, há duas formas de depressão que são correlacionados com o luto. Uma delas é a reação em referência à perda, ou seja, o sentimento de tristeza e de arrependimento são predominantes. O segundo tipo é mais íntimo e sutil, a pessoa passa por uma preparação silenciosa para superar a perda.

5. Aceitação

O último estágio é um dos mais difíceis de serem alcançados, porque a perda é um sentimo difícil de processar e lidar. Em casos de morte ou perda repentina, a pessoa pode demorar muito tempo para sair da fase de negação ou raiva. O processo tem um tempo diferente para cada pessoa.

A aceitação não é uma forma de coragem ou bravura, mas sim de lidar com os sentimos e se sentir em paz. A fase tem como principal característica a calma e a retirada. Apesar de não ser um período de felicidade, não é, também, uma fase de depressão. 

Aprender e conseguir lidar com a perda é, em última análise, um processo profundo, íntimo e único para cada pessoa. É preciso compreender os sentimentos e estar aberto para receber apoio. Uma das melhores coisas para alcançar a aceitação é se permitir sentir a dor e a tristeza. Afinal, a resistência apenas prolonga o processo de cura.

Lembre-se!

A psicoterapia pode ser uma forma de amparo para a superação do luto. O psicólogo pode ajudar o paciente a compreender melhor seus sentimentos.

Ainda, processos muito longos de luto podem desencadear quadros como a distimia, a depressão e o isolamento. 

Não é vergonha procurar ajuda profissional para conseguir superar a perda de algo ou alguém muito importante. Em casos graves do sentimento de luto, a medicação pode ser uma das formas de auxílio, como o uso de antidepressivos.

Por fim, terapia alternativas, como meditação e acupuntura podem ajudar a melhorar o quadro. Busque ajuda psicológica especializada para uma melhora na qualidade de vida.

Inpa – Instituto de Psicologia Aplicada, Asa Sul, Brasília – DF, Brasil.

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