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Saúde mental do idoso: ações práticas para adotar no isolamento

saúde mental do idoso

O envelhecimento é um processo natural, que apresenta um desafio único para todas as seções da sociedade, que se mostra mais preocupada com a saúde mental do idoso. Embora a definição exata de faixa etária dos idosos seja controversa, é definida como pessoas com idade cronológica de 60 anos ou mais. 

Desse modo, com a melhoria gradual nos serviços de saúde, a expectativa de vida aumentou e, portanto, a porcentagem de idosos no mundo, também.

Entretanto, neste período da pandemia, o grupo da terceira idade sofre mais com os riscos e o isolamento social. E, o que fazer para ajudá-los a manter a saúde mental em dia?

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Sabemos que envelhecer com saúde mental – além da saúde física, claro, é o desejo de todos, porém, o momento pede um pouco mais de atenção e cuidado. 

Assim sendo, neste artigo você encontrará alguns pontos cruciais sobre como preservar bem-estar mental do idoso, como:

  • Efeitos do isolamento na saúde mental do idoso;
  • Ações práticas para garantir a saúde mental do idoso;
  • Transtornos mentais em idosos que podem ser agravados;
  • Terapia online – Solução para tempos de isolamento e
  • Envelhecer com saúde é indispensável. 

Efeitos do isolamento na saúde mental do idoso

Infelizmente, idosos possuem um risco elevado de complicações causadas pela Covid-19 e estão morrendo mais rapidamente do que os pacientes mais jovens em muitas partes do mundo. 

Devido à isso, o isolamento social é essencial para protegê-los, já que ainda não há nenhum medicamento eficaz e nem vacina contra o novo coronavírus.

Entretanto, o afastamento físico como consequência do isolamento, trouxe efeitos significativos na saúde mental do idoso, como:

Solidão

Pessoas acima de 65 anos são especialmente vulneráveis ​​à solidão e ao isolamento social – e isso pode ter um efeito sério na saúde mental do idoso. Entretanto, há maneiras de superar a solidão, mesmo que a pessoa more sozinha e não possa sair de casa.

Neste momento, o mais importante é manter contato por celular e redes sociais. Utilizar a tecnologia e a Internet para se comunicar com quem está longe e tentar diminuir a sensação de distância, agora, é a melhor maneira de combater a solidão em tempos de isolamento.

saúde mental na velhice

Ansiedade

Todos nós experimentamos ansiedade de tempos em tempos, mas a pandemia tem elevado os casos de ansiedade por todo o mundo. No entanto, quando a ansiedade se torna perturbadora e incapacitante para a vida de uma pessoa, é necessário procurar ajuda profissional.

Contudo, os idosos podem experimentar ansiedade de forma mais problemática do que outras faixas etárias por várias razões: sofrem mais perdas na saúde física e emocional, sofrem mais dor e condições crônicas, geralmente tomam vários medicamentos que podem exacerbar a ansiedade e têm doenças confusas, como o Alzheimer e a depressão.

Depressão

A depressão afeta as pessoas idosas de maneira diferente das pessoas mais jovens. Nos idosos, a depressão ocorre frequentemente com outras doenças e deficiências médicas e dura mais tempo.

A depressão em idosos está associada a um risco aumentado de doenças cardíacas e de mortes por doença. Ao mesmo tempo, a depressão reduz a capacidade de reabilitação de uma pessoa idosa, o que se torna mais preocupante, tendo em vista a obrigatoriedade do isolamento social.

Exaustão emocional

A exaustão emocional é um estado de sentimento emocionalmente desgastado e esgotado como resultado do estresse acumulado de sua vida pessoal ou profissional, ou uma combinação de ambos. A exaustão emocional é um dos sinais de desgaste.

As pessoas que sofrem exaustão emocional geralmente sentem que não têm poder ou controle sobre o que acontece na vida, assim como acontece atualmente.

Irritabilidade

Os transtornos mentais em idosos podem intensificar traços de personalidade de longa data de algumas maneiras desagradáveis. 

Por exemplo, uma pessoa irritável pode frequentemente se enfurecer, ou uma pessoa impaciente pode se tornar exigente e impossível de agradar

Entretanto, o processo de envelhecimento não é fácil. Pode despertar ressentimento em idosos que vivem com dor crônica, perdem amigos, enfrentam problemas de memória e, mais ainda, sofrem as consequências do isolamento social.

Transtorno de Estresse Pós-Traumático – TEPT

O Transtorno de Estresse Pós – Traumático na terceira idade pode ser o resultado de um trauma que ocorreu há anos, ou pode surgir após eventos traumáticos que ocorreram pela primeira vez na terceira idade. 

Assim, quando o trauma ocorre quando a pessoa é mais jovem, o TEPT na vida adulta pode representar o ressurgimento após um período de inatividade prolongada ou ser a continuação de um distúrbio crônico vivenciado ao longo da vida adulta e se estender até a chegada da velhice.

saúde mental e atitudes

Ações práticas para garantir a saúde mental do idoso 

Uma grande variedade de mudanças pode ocorrer no corpo e na mente em diferentes graus à medida que envelhecemos. Essas alterações não são necessariamente indicativas de uma doença subjacente, mas podem ser angustiantes para o indivíduo. 

Embora o processo de envelhecimento não possa ser interrompido, o conhecimento dessas mudanças e a adoção de um estilo de vida saudável podem reduzir seu impacto na saúde mental do idoso.

Abordagens Terapêuticas

Algumas atividades podem fazer uma diferença enorme na manutenção da saúde mental do idoso. Ações simples como escutar música, fazer alongamentos fáceis, caminhar pelo quintal ou cozinhar, podem ajudar a preservar uma mente saudável.

Além disso, a terapia online, feitas por meio das vídeo chamadas, possuem um papel significativo para auxiliar os idosos neste momento tão difícil.

Exercícios Físicos

Mesmo que em alguns casos a saúde física esteja limitada, certos exercícios ainda podem ser feitos para ajudar a manter a saúde mental do idoso. 

Dessa forma, há diversos conteúdos em canais do YouTube que ensinam atividades práticas e fáceis para idosos de todas as idades.

Ademais, não é necessário possuir aparelhos profissionais de ginástica: é possível se exercitar com os móveis da casa, produtos de limpeza e construção ou simplesmente utilizar o próprio corpo para se alongar.

Fazer exercícios físicos ajuda tanto o corpo, quanto a mente!

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Utilize a tecnologia para diminuir a distância

Sabemos que não há outra opção a não ser ficarmos em casa, longe daqueles que mais gostamos de estar perto. Isso é um dever que exige muito sacrifício para todos, entretanto, é necessário.

Por isso, para diminuir distâncias, a tecnologia oferece uma gama de opções para reaproximar as pessoas.

Chamadas de vídeo, redes sociais, telefonemas e redes de streamings compartilhadas podem ajudar a nos manter perto quem sentimos saudade.

Evite o excesso de informações

Mesmo que seja importante se manter informado sobre as notícias que envolvem a pandemia, o excesso de informação pode nos saturar emocionalmente. 

A demasiada preocupação que nos acomete, causada pelo bombardeio de investigações, pesquisas, boatos e especulações, podem acarretar em problemas como ansiedade, medo, insônia e outros transtornos.

Transtornos mentais em idosos que podem ser agravados

O isolamento social é uma realidade que todos estamos tendo que se adaptar. Entretanto, a adaptação não é simples, especialmente para os idosos.

Para lidar com esta situação, onde o foco é cuidar da saúde física, as pessoas mais velhas não podem se esquecer de também cuidar da saúde mental, caso contrário, transtornos mentais que já estão presentes, podem se agravar. 

Aqui estão alguns exemplos:

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Hipocondria

A hipocondria, também conhecida como fobia da saúde, ansiedade de saúde ou transtorno de ansiedade de doença, refere-se à preocupação de ter uma doença grave.

Essa condição debilitante é o resultado de uma percepção imprecisa da condição do corpo ou da mente, apesar da ausência de uma condição médica real. 

Um indivíduo que sofre de hipocondria é conhecido como hipocondríaco. Os hipocondríacos ficam indevidamente alarmados com os sintomas físicos ou psicológicos que detectam, por menores que sejam os sintomas, e estão convencidos de que têm ou estão prestes a ser diagnosticados com uma doença grave.

Transtorno Obsessivo Compulsivo – TOC

Mesmo sendo um transtorno pouco visto em idosos, neste período, a obsessão pela limpeza e higienização dos objetos pode ultrapassar os limites do cuidado com a saúde, e se tornar um transtorno.

Dessa forma, é necessário saber encontrar o equilíbrio entre o cuidado responsável, saudável e a obsessiva compulsão por limpeza.

Fobias

Uma fobia é um medo irracional de algo que dificilmente causará danos. A palavra em si vem da palavra grega phobos , que significa medo ou horror.

Quando alguém tem uma fobia, experimenta um medo intenso de um determinado objeto ou situação. As fobias são diferentes dos medos comuns porque causam sofrimento significativo, possivelmente interferindo na vida em casa, no trabalho ou na escola.

Pessoas com fobias evitam ativamente o objeto ou situação fóbica, ou suportam-no com intenso medo ou ansiedade.

Síndrome do pânico

Todo mundo experimenta sentimentos de ansiedade e pânico em determinados momentos. É uma resposta natural a situações estressantes ou perigosas.

Mas, para alguém com síndrome do pânico, sentimentos de ansiedade, estresse e medo descontrolado ocorrem regularmente e a qualquer momento, e geralmente sem motivo aparente.

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Terapia online – Solução para tempos de isolamento

Em períodos de crise, como o de uma pandemia, a terapia online pode ser um bom recurso para aquelas que estão impossibilitados de sair de casa, mas mesmo assim querem continuar com seu tratamento ou iniciar a terapia.

Além disso, a terapia pela internet vem ganhando espaço nos últimos anos. Afinal, com os avanços tecnológicos, as pessoas começarem a ter a possibilidade de realizar diferentes tarefas sem sair do conforto de suas casas.

Dessa forma, aqui estão alguns benefícios da terapia online:

Perfeito para quem não mora nos grandes centros

A terapia eletrônica pode ser bem prática e dinâmica, porque o paciente pode fazer as sessões em qualquer lugar e, até mesmo, no conforto de sua casa. 

Além disso, a pessoa pode agendar o horário de sua sessão de terapia no horário que achar melhor.

Vale ressaltar que há o mesmo dinamismo que numa terapia presencial. Afinal, o terapeuta irá tratar seu paciente virtual, da mesma forma que trata o paciente presencial.

Preços mais atrativos

Os valores das consultas virtuais tendem a ser mais baixos e incluírem mais vantagens. 

Assim sendo, os preços variam para cada psicólogo, plataforma ou clínica. 

Além disso, alguns psicólogos podem oferecer pacotes de terapia, onde você paga um valor para, por exemplo, 10 sessões de terapia.

Qualidade garantida

Há diversos locais que, atualmente, oferecem o serviço de terapia online. Desse modo, há plataformas especializadas no serviço e clínicas de psicologia que estão oferecendo o serviço de sessões de terapia online.

O Inpa, também, oferece esses serviços e conta com uma equipe de psicólogos preparada para realizar sessões terapia online.

Por fim, para agendar a sua consulta, basta clicar aqui!

Os pagamentos podem também serem feitos pela internet, sem precisar sair de casa.

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Envelhecer com saúde é indispensável

Sabemos que a pandemia do novo coronavírus trouxe medo e incerteza sem precedentes, especialmente entre os idosos, que em muitos casos, se viram obrigados a viver sozinhos.

Entretanto, é indispensável tomar atitudes para que os transtornos causados pelo isolamento não se tornem realidade na vida dos mais velhos, para que não hajam mais problemas para se preocupar.

Por isso, com a maior parte do mundo em quarentena, o desemprego, viagens proibidas e escolas fechadas, se você sentir medo, não se preocupe, você não está sozinho.

É fácil deixar que pensamentos e sentimentos negativos se espalhem, mas manter uma mentalidade positiva será o grande apoio que você pode dar para ajudar a manter a saúde mental do idoso.

Inpa – Instituto de Psicologia Aplicada, Asa Sul, Brasília – DF, Brasil

Fábio Augusto Caló

@fabiocalo - Psicólogo pelo UniCEUB e mestre em Análise do Comportamento pela UnB. Atua desde 1998 como clínico, atendendo adultos e casais. Há duas décadas, tem realizado atendimentos, principalmente, na área da conjugalidade, da sexualidade e dos transtornos de ansiedade. Tem se interessado e pesquisado sobre assuntos atuais como "dependência de internet", "vício em pornografia", "traição online", dentre outros. É palestrante e instrutor de cursos de desenvolvimento pessoal e cursos dirigidos a profissionais da saúde.

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