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Terapia Ocupacional: o que é?

Terapia ocupacional

Dia 19 de Janeiro é conhecido como o dia do Terapeuta Ocupacional. No entanto, você sabe o que um A.T.O faz? Quais suas técnicas? O público que trabalha?

A terapia ocupacional é classificada como uma área de estudo, de conhecimento e de intervenção na saúde. 

O principal objetivo da abordagem é buscar a autonomia, qualidade de vida e alcance máximo das potencialidades de pessoas com problemas:

  • físicos;
  • sensoriais;
  • mentais;
  • psicológicos;
  • sociais.

Em geral, essas pessoas apresentam tais problemas de forma temporária ou definitiva e o grau pode variar do leve ao grave. Ademais, a terapia ocupacional tem um série de intervenções que se aplicam de forma única para cada paciente.

É por meio de atividades, orientações e construções que surge o processo terapêutico. O profissional que trabalha na área tem formação acadêmica superior no curso de terapia ocupacional. No Brasil, o profissional da área pode trabalhar dentro dos princípios e diretrizes do Sistema único de Saúde (SUS) e do Sistema Único de Assistência Social (SUAS).

Desde da Antiguidade, há relatos sobre práticas ocupacionais dentro do processo terapêutico. Por exemplo, em 2600 a.EC (antes da era comum), os chineses utilizam o treino físico e sensorial para tratar suas enfermidades.

Ao longo da história da humanidade, diversos outros povos e culturas relataram práticas parecidas que as ligam com a terapia ocupacional. 

Entretanto, a terapia ocupacional no âmbito científico surgiu na segunda metade do século XVIII. O doutor psiquiatra, Philippe Pinel, fez um estudo com doentes mentais, no qual trabalhou os fundamentos da terapia ocupacional.

Portanto, nesse artigo, serão apresentados os principais tópicos sobre essa abordagem terapêutica.

O que é?

Primeiramente, a terapia ocupacional é um tratamento que ajuda no tratamento da dor, lesões, doenças e deficiências, que prejudicam a qualidade de vida. Em geral, os pacientes têm problemas com:

  • autocuidado e independência;
  • locomoção;
  • interação social;
  • desempenho escolar e profissional.

De forma resumida, a terapia ocupacional ensina a pessoa a se adaptar. Desse modo, a pessoa pode realizar tarefas cotidianas, através do aprendizado de regramentos ou dispositivos auxiliares. 

As técnicas são aplicadas por um terapeuta ocupacional que irá buscar maneiras de mudar os movimentos e comportamentos de um paciente, porque, assim, a pessoa poderá realizar suas atividades, como cuidar de si mesmo, cuidar da casa, praticar hobbies e permanecer ativo.

Em resumo, alguns dos benefícios da T.O para um paciente são:

  • participar de tarefas de lazer, como jogar bola;
  • realizar trabalhos acadêmicos e projetos no geral;
  • realizar seu autocuidado, como tomar banho, escovar os dentes e vestir uma roupa;
  • cuidar da casa, como limpar e passar roupa;
  • comer sem o auxílio de terceiros.

Vale ressaltar, ainda, que a terapia ocupacional é a única abordagem e profissão que foca no auxílio de pessoas ao longo da vida. Os terapeutas ajudam as pessoas a realizarem o que elas desejam fazer por meio de atividades diárias e um embasamento terapêutico.

Em razão disso, os terapeutas ajudam as pessoas a viverem suas vidas com a melhor qualidade e maior tempo, por meio da promoção da saúde, prevenção e bem estar. Ainda, que essas pessoas tenham que lidar com lesões, patologias ou incapacidades durante toda a vida.

Intervenções e serviços

A terapia ocupacional utiliza de intervenções comuns para ajudar crianças, jovens e adultos com deficiência em situações escolares, profissionais e sociais. Além disso, pode auxiliar na recuperação de traumas e habilidade motoras e cognitivas. 

Dessa forma, os principais serviços são:

  • Anamnese e avaliação individualizada para determinar os objetivos de cada paciente.
  • Intervenção personalizada para a realização das atividades diárias e metas.
  • Acompanhamento e avaliação dos resultados para garantir que os planos estão sendo cumpridos.
  • Adaptação do ambiente ou adequação da pessoas, baseada numa perspectiva holística.

O que o terapeuta ocupacional faz?

O terapeuta ocupacional trabalha com pessoas de diferentes idades, desde de recém nascidos prematuros a crianças, adolescentes, adultos e idosos.

Então, de forma resumida, o terapeuta irá analisar quais os pontos que o paciente precisa de auxílio ou tem dificuldade. Em seguida, é apresentado um plano com técnicas para melhorar a maneira que o paciente realiza as atividades, o que as tornam mais fáceis e menos dolorosas.

Assim sendo, na sua primeira consulta o T.O irá analisar as necessidades da pessoas e essa avaliação pode ser tanto na casa do paciente quanto no local de trabalho e no consultório do terapeuta. 

Ademais, o terapeta pode pedir para o individuo realizar algumas atividades, como se movimentar, mover móveis ou lavar as mão. Por fim, após todo um trabalho de estudo e intervenção são ´passados maneiras de realizar as atividade da melhor forma possível. 

Os resultados são acompanhados ao longo do processo para saber a eficácia das intervenções.

Lugares onde o terapeuta ocupacional atua

Como citado anteriormente, o terapeuta sexual pode atuar na sua casa, local de trabalho, escola para poder criar um plano de tratamento. No entanto, os terapeutas trabalham também em outros lugares, tais como:

  • centros de reabilitação;
  • casas de repousos e asilos;
  • hospitais e clínicas médicas;
  • clínicas ambulatoriais;
  • escolas e centros educacionais;
  • escritórios corporativos e privados;
  • ambientes industriais;
  • prisões.

Quais pessoas precisam de uma terapia ocupacional?

A terapia ocupacional serve para auxiliar qualquer pessoa que precisa de esforço para realizar alguma atividade cotidiana.

Todavia, se o indivíduo apresenta alguns desses quadros ou patologias, pergunte ao médico se o terapeuta ocupacional pode auxiliar:

  • dores nas articulações, como artrite;
  • dores crônicas;
  • lesões e traumas cerebrais;
  • lesões na medula espinhal;
  • doenças de Alzheimer e demência;
  • deficiência visual;
  • paralisia cerebral e microcefalia;
  • esclerose múltipla;
  • diabetes;
  • câncer;
  • dificuldade motoras ou falta de equilíbrio;
  • problemas psicológicos e comportamentais.

Terapia ocupacional e crianças

A terapia ocupacional pode ser uma forma de tratamento eficaz em crianças com problemas e defeitos congênitos, psicomotores, artrite juvenil, ferimentos graves e TDAH. 

Ainda, o terapeuta ocupacional oferece um trabalho eficaz no tratamento do autismo. Vale relembrar, que, no caso do autismo e outras patologias neurológicas, quanto mais cedo iniciar as intervenções, melhores são os resultados apresentados e o desenvolvimento do paciente. 

Como é o curso de Terapia Ocupacional?

O curso de Terapia Ocupacional tem uma média de duração de 4 anos e com titulação de bacharelado. Nele, os estudantes têm conteúdos da área da saúde e da ciências humanas e sociais. 

A graduação de Terapia Ocupacional forma profissionais que vão atuar na melhora da qualidade de vida da pessoa, levando em consideração suas peculiaridades. 

Terapia ocupacional e Psicologia

A Terapia Ocupacional pode atuar como aliada da Psicologia. Muitos psicólogos estão começando a encaminhar os seus pacientes para terapeutas ocupacionais. 

Além disso, alguns estudos já mostraram a eficiência da Terapia Ocupacional no tratamento da depressão. Em conjunto com a Psicologia e a Psiquiatria, a Terapia Ocupacional incentiva o paciente a fazer atividades físicas, a sair de casa. Tais fatores são de suma importância para o tratamento da depressão.

Mas não é só a depressão que une a Psicologia com a Terapia Ocupacional. O psicólogo pode notar a importância de um acompanhamento com um terapeuta ocupacional e encaminhar o seu paciente.

Inpa – Instituto de Psicologia Aplicada, Asa Sul, Brasília – DF, Brasil.

Fábio Augusto Caló

@fabiocalo - Psicólogo pelo UniCEUB e mestre em Análise do Comportamento pela UnB. Atua desde 1998 como clínico, atendendo adultos e casais. Há duas décadas, tem realizado atendimentos, principalmente, na área da conjugalidade, da sexualidade e dos transtornos de ansiedade. Tem se interessado e pesquisado sobre assuntos atuais como "dependência de internet", "vício em pornografia", "traição online", dentre outros. É palestrante e instrutor de cursos de desenvolvimento pessoal e cursos dirigidos a profissionais da saúde.

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