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Agitação psicomotora

Agitação psicomotora

O que é agitação psicomotora?

A agitação psicomotora é um estado de agitação, movimentos involuntários e sem propósito associado a um estado de tensão, estresse, nervosismo e irritabilidade. Dessa forma, a pessoa que possui tal quadro tende a puxar as vestimentas, andar em círculos, e, até, se machucar ou machucar outras pessoas. 

Tal estado é comum em adolescentes e crianças que estão em situação de estresse extremo ou com algum transtorno psicológico. Ademais, a agitação psicomotora também pode estar associada a transtornos como depressão nervosa, TOC e transtorno bipolar. Pessoas que ingerem uma grande quantidade de estimulantes também podem apresentar tal estado.

Os episódios de tal estado são irregulares, repetitivos e precedem um comportamento violento. Por conseguinte, ele é um considerado uma emergência psiquiátrica.

Sintomas

O principal sintoma da agitação psicomotora é a inquietação precedente de um comportamento violento. Alguns outros sintomas e sinais são:

  • irritabilidade,
  • aumento da excitabilidade psíquica,
  • aumento da atividade motora e verbal.
  • ansiedade,
  • pensamento acelerado,
  • unhas roídas,
  • taquicardia,
  • sudorese,
  • fala muito rápida,
  • reclamações e gritos,
  • choro excessivo.

A agitação psicomotora muitas vezes não é um sintoma isolado. Portanto, quando o paciente tem uma crise de agitação, ele pode apresentar febre, dores e um alto nível de estresse.

Causas da agitação psicomotora

Ainda não se conhece uma causa exata para a agitação psicomotora. Mas como dito anteriormente, tal estado pode estar relacionado a alguns transtornos psiquiátricos. Alguns deles são:

A agitação psicomotora pode também estar associada a síndrome de abstinência de algumas substâncias, como o álcool, o crack e a cocaína. Ademais, existem outras drogas que podem desencadear o transtorno, como remédios hormonais, anticonvulsivantes, anti arrítmicos e agentes quimioterápicos.

Tratamento

A agitação psicomotora, caso não seja tratada, pode apresentar sérios problemas para a vida do paciente e das pessoas que convivem com ele. Dessa forma, a pessoas com esse quadro pode até tentar suicídio. O jeito mais eficiente de tratar tal transtorno é encontrar a causa subjacente. O tratamento deve ser seguido a risca assim que identificada a causa.

O diagnóstico deve ser feito por um psiquiatra que, dependendo do nível do estado que o paciente se encontra, recomenda a melhor forma de tratamento. Dessa forma, maneiras simples de diminuir a agitação psicomotora é ter uma boa e longa noite de sono, tornar o ambiente em que a pessoa passa mais tempo em um ambiente calmo. As sessões de psicoterapia podem ser recomendadas, dependendo do causa. Recomenda-se que o ambiente em que o psicoterapeuta receberá o paciente não tenha muitos móveis e não contenha objetos pontiagudos.

Por fim, o uso de psicofarmacológicos também é recomendado. Os medicamentos devem ser prescritos por um profissional, com a dosagem e duração do tratamento correta. Alguns psicofarmacológicos usados normalmente são: haldol, haloperidol, risperidona e amplictil.

Inpa – Instituto de Psicologia Aplicada, Asa Sul, Brasília – DF, Brasil.

Fábio Augusto Caló

@fabiocalo - Psicólogo pelo UniCEUB e mestre em Análise do Comportamento pela UnB. Atua desde 1998 como clínico, atendendo adultos e casais. Há duas décadas, tem realizado atendimentos, principalmente, na área da conjugalidade, da sexualidade e dos transtornos de ansiedade. Tem se interessado e pesquisado sobre assuntos atuais como "dependência de internet", "vício em pornografia", "traição online", dentre outros. É palestrante e instrutor de cursos de desenvolvimento pessoal e cursos dirigidos a profissionais da saúde.

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