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Cientistas desenvolvem método que pode detectar dislexia antes da idade escolar

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Dislexia

De acordo com a Associação Brasileira de Dislexia, a Dislexia do desenvolvimento é considerada um transtorno específico de aprendizagem de origem neurobiológica. Caracterizada por dificuldade no reconhecimento preciso e/ou fluente da palavra, na habilidade de decodificação e em soletração. Essas dificuldades normalmente resultam de um déficit no componente fonológico da linguagem e são inesperadas em relação à idade e outras habilidades cognitivas. Definição adotada pela IDA – International Dyslexia Association, em 2002.
Essa também é a definição usada pelo National Institute of Child Health and Human Development – NICHD.

É uma doença que compromete a capacidade de soletrar, prejudicando a leitura e a escrita. Estima-se que ela afeta entre 5% e 17% das crianças em idade escolar. Aliás, quando já existem casos na família, as chances de uma nova criança também apresentar dislexia são maiores. Por isso, quanto mais cedo é realizado o diagnóstico e mais precocemente iniciado o tratamento, melhores são os resultados.

Cientistas criam método para detectar dislexia antes da escola

Um grupo de pesquisadores do Hospital Infantil de Boston, nos EUA, desenvolveu um método que promete detectar dislexia em crianças ainda na idade pré-escolar. Consiste em um exame de Ressonância Magnética. O exame identifica alterações características da dislexia no funcionamento das regiões de junção entre o lobo parietal e occiptal.

Conforme a pesquisa, entre 5% e 17% das crianças tenham dislexia, uma condição que compromete a capacidade de soletrar, prejudicando a leitura e a escrita. Quando há casos na família, a chance de que uma criança também seja disléxica é maior.

Os autores realizaram um experimento com 36 crianças em idade pré-escolar. Durante o processo, avaliaram a atividade cerebral delas enquanto realizavam tarefas nas quais precisavam decidir se duas palavras começavam ou não com um mesmo fonema. Porque esta é uma das dificuldades enfrentadas pelos disléxicos. Observou-se que aquelas que possuem histórico de dislexia na família, apresentam atividade reduzida nas referidas regiões do cérebro. Esta mesma alteração pode ser encontrada também em adultos disléxicos.

 

Inpa – Instituto de Psicologia Aplicada, Asa Sul, Brasília – DF, Brasil.

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