Tratamento do Baixo Desejo Sexual Feminino em Brasília
Atendimento psicológico especializado, em Brasília e online — para entender como o seu desejo realmente funciona, sair da cobrança e reencontrar a intimidade.
Se você chegou aqui depois de se perguntar o que há de errado com você, comece por uma informação que muda tudo: na maioria das mulheres, o desejo não surge do nada. Ele aparece em resposta — ao contexto, ao afeto, ao estímulo, à sensação de estar segura. Esse é o desejo responsivo, e ele foi descrito justamente para evitar que se diagnostique disfunção quando a resposta é apenas diferente do modelo masculino de excitação (Basson, 2000).
Você não está quebrada. Mas se a ausência de desejo vem te causando sofrimento — em você ou na sua relação — isso tem nome, tem avaliação e tem tratamento.
- 5.0
Nota 5.0 no Google
O que a ciência mostra sobre o desejo feminino
Duas informações costumam reposicionar o entendimento inteiro na primeira sessão.
10%
das mulheres adultas convivem com o transtorno do desejo sexual hipoativo, segundo o painel de consenso internacional da ISSWSH, a sociedade científica internacional dedicada à saúde sexual da mulher. O mesmo documento estabelece que o quadro exige dois critérios: duração mínima de seis meses e sofrimento associado — sem sofrimento, não é diagnóstico.
394 mulheres
participaram dos três ensaios clínicos randomizados que testaram o tratamento psicológico do baixo desejo feminino, com melhora mantida ao longo de meses após o fim das sessões (Brotto et al., 2021) (Mahar et al., 2025).
Não é detalhe que a abordagem psicológica seja nomeada por quem revisa a evidência: o painel da ISSWSH registra que a terapia sexual é o tratamento padrão, mas ressalva que a terapia cognitivo-comportamental baseada em mindfulness é a que reúne estudos de eficácia (Goldstein et al., 2016).
Quando o que pesa é a relação, a cobrança e a história, o trabalho é psicológico.
O que muda quando você entende o seu desejo
Antes de qualquer técnica, três coisas costumam sair do lugar.
A culpa sai de cena
Descobrir que o seu corpo responde de um jeito diferente — e não defeituoso — tira de você um peso que talvez venha de anos. Não é conformismo: é parar de gastar energia lutando contra uma expectativa que nunca foi sua.
O silêncio dá lugar ao diálogo
Quase ninguém fala sobre isso — nem com o parceiro, nem com a médica, nem com a amiga. Nomear o que está acontecendo, com alguém que já ouviu isso centenas de vezes, quebra o isolamento que costuma doer mais que o próprio sintoma.
A intimidade volta a ser dois
Quando um quer mais que o outro, o assunto vira cobrança de um lado e fuga do outro — e o sexo deixa de ser encontro. Tratar o desejo incluindo a relação devolve o assunto ao lugar de conversa, e não de disputa.
Quase três décadas em casais e saúde sexual
Trabalho há quase três décadas com casais e com a saúde sexual da mulher. A abordagem que uso não é opinião, e o mecanismo dela foi medido: a melhora no desejo e no sofrimento sexual passa por ganho de consciência do próprio corpo, aumento de autocompaixão e redução da autocrítica (Brotto et al., 2022). É por isso que tirar a culpa de cima de você não é gentileza: é parte da técnica. É esse trabalho, técnico e sigiloso, que conduzo pessoalmente.
Experiência
Quase três décadas de clínica. Mestre pela UnB.
Rigor científico
Cada afirmação desta página tem fonte verificável.
Sigilo absoluto
Atendimento reservado, do primeiro contato ao encerramento.
Metodologia de abordagem
Da avaliação inicial à consolidação dos ganhos
Avaliação
Mapeamento
Intervenção
Consolidação
Privacidade
Um espaço reservado, do início ao fim
O atendimento acontece em consultório reservado, sem sala de espera lotada. Nada do que é tratado em sessão sai dali — sigilo profissional é obrigação legal do psicólogo, não cortesia.
Localização
Atendimento presencial em Brasília, na Asa Sul, e online para todo o Brasil e o exterior.
SEPS 709/909, Conjunto A — Centro Médico Julio Adnet — Bloco A, Sala 426 — Asa Sul, Brasília-DF, 70390-095.
Informações:
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Whatsapp: (61) 99998-1153
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Telefone: (61) 3242-1153
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Centro Médico Júlio Adnet, SEPS 709/909 Bloco A, Sala 426 Asa Sul, Brasília - DF
Perguntas Frequentes
Não necessariamente — e essa é uma das confusões que mais causam sofrimento. Amor e desejo são sistemas diferentes: é perfeitamente possível amar, escolher a pessoa todos os dias e ainda assim não sentir vontade de sexo. Tratar desejo como termômetro do amor costuma piorar as duas coisas, porque adiciona culpa a algo que já estava difícil. Na avaliação, a primeira tarefa é separar o que é da relação, o que é da sua história e o que é do momento de vida.
O problema raramente é a diferença em si — quase todo casal tem alguma. O que adoece é o ciclo que se instala em volta dela: um cobra, o outro evita, os dois se sentem rejeitados. Por isso a diferença de desejo é trabalhada com a relação em cena, e não só com quem tem o desejo mais baixo. Vale registrar que o ensaio clínico que testou essa abordagem mediu melhora também na satisfação com o relacionamento (Brotto et al., 2021), e não apenas no desejo.
É comum e não é falha. O modelo de resposta sexual que se aplica à maioria das mulheres prevê que o desejo apareça depois do estímulo e do contexto adequado, não antes — o chamado desejo responsivo, formulado exatamente para evitar que se chame de disfunção uma resposta que é apenas diferente do padrão espontâneo (Basson, 2000). Muitas mulheres saem da primeira sessão aliviadas ao descobrir que passaram anos se comparando ao modelo errado.
São coisas distintas, e essa diferença precisa ficar clara ao seguirmos os manuais diagnósticos: assexualidade é uma orientação sexual, não um transtorno — e não se trata. Pessoas assexuais em geral relatam ter sido sempre assim, não sentem sofrimento com isso e não desejam ser modificadas. O baixo desejo que se avalia clinicamente é outro cenário: houve um período de desejo satisfatório antes, e existe sofrimento associado. A pesquisa que comparou os dois grupos aponta que se trata de entidades distintas (Brown et al., 2021). Se você se reconhece como assexual e está em paz com isso, não há nada aqui para tratar — e ninguém vai tentar te convencer do contrário.
Não são a mesma coisa, e confundir as duas gera diagnóstico errado. A resposta física e a percepção subjetiva de vontade podem andar em direções diferentes: há mulheres que sentem desejo e não lubrificam, e mulheres que lubrificam sem sentir vontade alguma. Alterações de lubrificação têm causas que incluem fatores hormonais e uso de medicamentos, e por isso pedem avaliação médica além da psicológica. Na avaliação inicial isso é separado antes de qualquer conclusão.