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Coronavírus (COVID-19): Tudo o que você precisa saber!

covid-19

Um subtipo de outros coronavírus, o vírus que gerou essa pandemia não é novo. Há muitos tipos diferentes, alguns que causam sintomas mais leves e outros com consequências mais preocupantes. 

O  coronavírus que está em atual debate, causa resfriados e doenças respiratórias leves em pessoas que não apresentam outras doenças. Já o que causou a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), que teve seu pico em 2003 e a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS), doença que se iniciou nos países árabes, atacam de forma mais agressivas e são mais graves.

A COVID-19, nome designado para a doença que o novo coronavírus causa, possui esse nome pois as letras escolhidas fazem referências às palavras ‘’Corona’’, ‘Vírus’’ e ‘’Doença’’. O número 19 foi escolhido pois o ano de aparecimento do primeiro caso da doença foi em 2019.

Nesse artigo, você poderá conferir mais informações acerca dessa doença que foi capaz de causar a maior pandemia do mundo contemporâneo. Sintomas, prevenção, o coronavírus no Brasil, a sua relação com a saúde mental das pessoas afetadas e não afetadas e detalhes sobre sua infestação são alguns dos temas abordados na matéria. 

O que é

Os coronavírus são um grande grupo de vírus conhecidos por infectar humanos e animais, e em humanos causam doenças respiratórias que variam de resfriados comuns a infecções muito mais graves. 

O caso mais conhecido de uma epidemia de coronavírus foi a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) , que, depois de detectada pela primeira vez no sul da China em 2003, afetou 26 países e resultou em mais de 8.000 casos e 774 mortes.

Assim como os outros coronavírus, especula-se que o atual coronavírus também tenha origem animal, entretanto, ainda não se sabe ao certo qual animal está em questão. Cientistas na China acreditam que a Covid-19 se transformou em duas cepas (em biologia e genética, as cepas são um grupo de descendentes com um ancestral comum que compartilham semelhanças morfológicas ou fisiológicas), uma mais agressiva que a outra, o que poderia tornar o desenvolvimento de uma vacina mais complicado.

Como começou

A doença parece ter se originado em um mercado de frutos do mar em Wuhan, na China, onde animais selvagens e exóticos, incluindo marmotas, pássaros, coelhos, morcegos e cobras, são comercializados ilegalmente. 

Sabe-se que os coronavírus saltam de animais para seres humanos, portanto, acredita-se que as primeiras pessoas infectadas com a doença a contraiam com o contato com animais vendidos no comércio ilegal.

Embora uma análise inicial do vírus que causa a Covid-19 tenha sugerido que ele é semelhante aos vírus vistos nas cobras, a busca pela fonte animal da Covid-19 ainda está em andamento. 

Uma equipe de virologistas do Instituto Wuhan de Virologia divulgou um artigo detalhado mostrando que a composição genética dos novos coronavírus é 96% idêntica à de um coronavírus encontrado em morcegos.

 Alguns casos iniciais de Covid-19, no entanto, parecem ter atingido pessoas sem nenhum vínculo com o mercado de Wuhan, sugerindo que a rota inicial de infecção em humanos pode ser anterior aos casos de mercado.

Em 21 de janeiro, o escritório da OMS no Pacífico Ocidental disse que a doença também estava sendo transmitida entre seres humanos – evidência disso depois que a equipe médica foi infectada pelo vírus. 

Desde então, as evidências de transmissão generalizada de seres humanos para fora da China foram bem estabelecidas, dificultando muito a chance de conter a disseminação do vírus.

Sintomas

Como já dito anteriormente, a Covid-19, doença causada pelo coronavírus, possui sintomas semelhantes aos da gripe:

  • Tosse seca
  • Fadiga
  • Dor de garganta
  • Febre
  • Falta de ar

Em alguns casos, a doença pode apresentar sintomas mais agressivos, como problemas respiratórios graves e insuficiência renal.

A forma como o vírus se apresenta em um grupo específico de pessoas pode tornar o quadro mais preocupante e causar até a morte. Esse grupo é definido por idosos (acima de 60 anos) e pessoas com:

  • Diabetes
  • Hipertensão 
  • Asma
  • Câncer
  • Problemas de coagulação

Prevenção

Foi comprovado por meio de estudos, que o vírus se espalha por meio de gotículas respiratórias produzidas quando a pessoa contaminada espirra, tosse ou respira.

 Essas gotículas quando chegam até a boca, nariz ou alguma outra parte do rosto de alguém, contaminam a pessoa imediatamente. 

Hoje, ainda não há vacina nem remédios que curam a Covid-19. Dessa forma, é necessário que medidas de prevenção sejam tomadas para evitar a disseminação do vírus.

As medidas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) são:

  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos
  • Esterilizar as mãos com álcool em gel do tipo 70%
  • Evitar o contato com pessoas que não moram com você
  • Não sair de casa, somente quando for muito urgente
  • Cobrir tosses e espirros com um lenço descartável ou com a parte de dentro dos cotovelos. Nunca com as mãos!
  • Desinfetar os objetos e móveis da casa sempre que possível
  • Manter o ambiente sempre arejado 
  • Utilizar máscara somente se estiver com sintomas

O vírus no Brasil

Em 26 de fevereiro, o Ministério da Saúde afirmou que o primeiro caso de coronavírus no Brasil estava confirmado. O senhor de 61 anos, morador de São Paulo, viajou para a Itália em 9 de fevereiro, retornando no dia 21 do mesmo mês. 

Assim que retornou ao país, o homem esteve com sua família e ao longo dos 5 dias até a confirmação, entrou em contato com 30 pessoas ao todo.

Logo que sentiu os primeiros sintomas respiratórios leves, se dirigiu a um hospital e permaneceu em observação. Todas as pessoas que tiveram contato com ele foram localizadas pelo governo e também passaram por exames. 

Quando o diagnóstico foi confirmado, após alguns dias sendo examinado, foi permitido que ele ficasse em isolamento domiciliar.

No dia 29 de fevereiro, o segundo caso de coronavírus também foi confirmado em SP, sendo hoje o estado com maior números de casos. 

Além de São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Distrito Federal e Minas Gerais estão entre os estados com mais casos confirmados no país.

Coronavírus e a psicologia

Foi determinado pelo Governo Federal para que todos fiquem em casa. Dessa forma, é importante manter a rotina dentro do possível

Momentos de crise como o do atual coronavírus podem ser assustadores e afetar diretamente a nossa saúde mental. Embora seja importante manter-se informado, também há muitas coisas que podemos fazer para gerenciar o bem-estar e a saúde mental durante esses períodos difíceis. 

Crie uma nova rotina diária que priorize cuidar de si mesmo(a). Você pode tentar ler mais ou assistir filmes, experimentar novas técnicas de relaxamento ou encontrar novos conhecimentos na internet. 

Tente descansar e veja isso como uma experiência nova e incomum, que pode ter seus benefícios.

Evite ao máximo especulações e procure fontes responsáveis de informação: boatos e fake news podem alimentar a ansiedade, por exemplo.

Limite o tempo de acesso às informações sobre a pandemia e busque apenas fontes oficiais. Silencie os grupos de Whatsapp que estejam focando excessivamente no assunto e reserve tempo para ler apenas as mensagens que julgar muito importante.

Praticar exercícios físicos em casa, com a família ou sozinho, é sempre bom. Algumas plataformas de academias de ginástica ensinam atividades remotamente. Há aplicativos e canais no Youtube, além de perfis do Instagram com programas de exercícios em casa.

Agir com cautela e compreender com responsabilidade a fase que todos vivem tornará o momento mais leve.

Inpa – Instituto de Psicologia Aplicada, Asa Sul, Brasília – DF, Brasil.

Fábio Augusto Caló

@fabiocalo - Psicólogo pelo UniCEUB e mestre em Análise do Comportamento pela UnB. Atua desde 1998 como clínico, atendendo adultos e casais. Há duas décadas, tem realizado atendimentos, principalmente, na área da conjugalidade, da sexualidade e dos transtornos de ansiedade. Tem se interessado e pesquisado sobre assuntos atuais como "dependência de internet", "vício em pornografia", "traição online", dentre outros. É palestrante e instrutor de cursos de desenvolvimento pessoal e cursos dirigidos a profissionais da saúde.

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